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    Yellow Card capta US$ 40 milhões e desembarca no Brasil para levar stablecoins ao pagamento cross-border

    A fintech de infraestrutura em stablecoins levantou US$ 40 milhões em rodada liderada pela SC Ventures e escolheu o Brasil como porta de entrada para a América Latina, começando com uma operação enxuta e 100% remota.

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    Redação

    15 de agosto de 20262 min de leitura
    Yellow Card capta US$ 40 milhões e desembarca no Brasil para levar stablecoins ao pagamento cross-border

    A fintech de infraestrutura em stablecoins levantou US$ 40 milhões em rodada liderada pela SC Ventures e escolheu o Brasil como porta de entrada para a América Latina, começando com uma operação enxuta e 100% remota.

    A Yellow Card, provedora global de infraestrutura para stablecoins, está iniciando operação no Brasil. O movimento é sustentado por uma rodada de US$ 40 milhões liderada pela SC Ventures, braço de inovação do Standard Chartered, com participação de Sony Innovation Fund, Polychain Capital e Blockchain Capital.

    O país foi definido como ponto de partida para a expansão da companhia na América Latina, região em que a fintech pretende replicar o modelo construído na África ao longo dos últimos anos.

    Fundada em 2016 por Chris Maurice e Justin Poiroux, a Yellow Card lançou seu primeiro produto na Nigéria em 2019 e, desde então, expandiu a operação por diferentes mercados africanos. O negócio consiste em oferecer trilhos para que empresas, fintechs e instituições financeiras movimentem recursos entre países combinando stablecoins e sistemas tradicionais de pagamento.

    A proposta ataca um gargalo conhecido do comércio exterior e das operações multinacionais: prazos longos, spreads elevados e baixa previsibilidade nas transferências internacionais. Ao usar stablecoins como camada de liquidação, a companhia promete liquidação mais rápida e custo menor do que o arranjo bancário convencional.

    No Brasil, a Yellow Card começa pequena de propósito. A operação nasce com uma equipe de três profissionais dedicados ao mercado local e segue o modelo 100% remoto adotado pela companhia globalmente. Não há previsão, neste momento, de abertura de escritório físico no país.

    À frente da estratégia regional está Hugo Rodrigues, vice-presidente e head da Yellow Card na América Latina. Segundo o executivo, a prioridade inicial é garantir uma proposta de valor consistente para clientes e parceiros antes de escalar a estrutura.

    A chegada acontece em um momento de disputa acirrada pelo mercado brasileiro de pagamentos internacionais baseados em ativos digitais, com bancos, fintechs locais e provedores globais avançando sobre o mesmo público corporativo. A regulamentação de ativos virtuais no país e o avanço de arranjos de liquidação em stablecoins ajudaram a colocar o Brasil no topo da lista de prioridades de companhias do setor.

    Para a Yellow Card, o desafio é converter a experiência acumulada em mercados africanos, marcados por escassez de dólar e câmbio restritivo, em um cenário de infraestrutura financeira mais madura e concorrência mais densa.


    Fonte original: Startups.com.br

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