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    Agent.Shop troca mensalidade por "Result as a Service" e aposta contra o apocalipse do SaaS

    A startup, que levantou R$ 5,5 milhões em pré-seed com Maya Capital, Caravela Capital e Mira Capital, abandonou a cobrança por assento e passou a faturar por venda realizada, ticket resolvido e receita atribuída.

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    Redação

    13 de agosto de 20263 min de leitura
    Agent.Shop troca mensalidade por "Result as a Service" e aposta contra o apocalipse do SaaS

    A startup, que levantou R$ 5,5 milhões em pré-seed com Maya Capital, Caravela Capital e Mira Capital, abandonou a cobrança por assento e passou a faturar por venda realizada, ticket resolvido e receita atribuída.

    Em meio ao debate sobre o chamado "SaaS Apocalypse", a Agent.Shop decidiu reescrever a própria conta. No lugar da mensalidade fixa, a companhia cobra conforme o resultado que entrega ao cliente — modelo que batizou de "Result as a Service".

    As métricas de cobrança passam a ser vendas realizadas, transações concluídas, tickets de suporte resolvidos e receita atribuída a ações de marketing. "A gente cobra pela execução", resume Eduardo Petrelli, CEO e cofundador da startup.

    O argumento parte de uma constatação sobre a lógica do software tradicional. A precificação de SaaS foi construída em torno do humano que opera a ferramenta: assentos, acessos, usuários e mensalidades. Com agentes de inteligência artificial executando tarefas diretamente, essa estrutura perde sentido.

    Uma aposta contra o SaaSpocalypse

    O termo "SaaS Apocalypse" surgiu nos últimos meses para descrever a pressão que a inteligência artificial exerce sobre empresas construídas em torno do modelo clássico de software como serviço.

    Para Petrelli, boa parte das companhias de SaaS está adicionando uma camada de IA aos produtos existentes sem alterar a monetização. Uma plataforma de atendimento, por exemplo, pode manter a mensalidade e acrescentar uma cobrança de poucos reais por ticket resolvido. "Eles estariam lançando mais como funcionalidade do que novo modelo de precificação do negócio deles", afirma.

    O modelo também redistribui risco. Se uma operação de e-commerce tem um mês fraco, a receita da Agent.Shop cai junto. Em compensação, quando a plataforma gera mais vendas, a startup captura parte desse ganho. Os principais custos da companhia — tokens e infraestrutura — são variáveis e crescem junto com a utilização.

    A lógica se aproxima da de negócios que recebem comissão sobre a receita gerada por seus clientes, como gateways de pagamento, mas aplicada a uma gama maior de atividades.

    De venda no WhatsApp a sistema operacional do comércio

    A Agent.Shop nasceu no fim de 2025, olhando para a migração das interações entre consumidores e marcas para canais conversacionais, sobretudo o WhatsApp. A empresa se define como um sistema operacional para o comércio baseado em agentes de IA, conectando dados de estoque, inventário, pagamentos, logística e informações da marca.

    Sobre essa base, opera quatro frentes. O Agent Store permite vendas autônomas em WhatsApp, Direct do Instagram e interfaces de agentes na web, com o consumidor concluindo a compra sem sair do canal. O Agent Marketing cuida de recomendações, recuperação de carrinho e recompra. O Agent CX atua no pós-venda, rastreando pedidos e processando trocas e devoluções. Já o GNO, sigla para Generative Agent Optimization, prepara catálogos e sites para serem compreendidos e recomendados por plataformas como ChatGPT, Gemini e Perplexity.

    Entre os clientes atuais estão VAIO, Positivo, Heineken e Grupo Soma.

    Próximos passos

    A companhia levantou mais de R$ 5,5 milhões em uma rodada pré-seed liderada por Maya Capital, Caravela Capital e Mira Capital em 2025. Segundo Petrelli, a expectativa é atingir o breakeven no fim de 2026.

    A startup afirma ter caixa e não enxergar risco imediato de capital, mas pretende voltar ao mercado para uma nova rodada entre o fim deste ano e o início de 2027, para bancar a ambição de expansão global.


    *Fonte original: Startups

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