A empresa de Elon Musk finalizou no sábado a aquisição da startup de programação com inteligência artificial, em transação totalmente em ações avaliada em US$ 60 bilhões. A Cursor passa a ter acesso ao que chama de maior frota de GPUs do mundo.
A Cursor anunciou em seu blog, no dia 15 de agosto, que a aquisição pela SpaceX foi concluída. A startup de programação assistida por inteligência artificial passa formalmente a integrar a companhia espacial de Elon Musk.
O negócio fecha um roteiro desenhado ao longo de 2026. Em abril, as duas empresas anunciaram um acordo para desenvolver tecnologia em conjunto, contrato que também dava à SpaceX a opção de adquirir a Cursor por US$ 60 bilhões.
Dois meses depois, com a abertura de capital da SpaceX, as companhias comunicaram que seguiriam adiante com a compra. A transação foi estruturada integralmente em ações, sem componente em dinheiro.
Pelo valor, é a maior aquisição de uma startup financiada por venture capital já registrada. O número supera qualquer saída anterior do setor e redefine o teto de referência para negociações envolvendo empresas de software com IA.
Não é o primeiro movimento do tipo. A SpaceX já havia absorvido a xAI, também de Musk, no início deste ano, consolidando dentro da mesma estrutura o negócio espacial, o de modelos de linguagem e agora o de ferramentas para desenvolvedores.
O argumento central do comunicado da Cursor foi a infraestrutura de computação. A empresa destacou repetidamente a capacidade instalada da compradora, que vem alugando processamento para clientes de peso, incluindo Anthropic e Google.
"A SpaceX está construindo a capacidade computacional necessária para escalar a inteligência muito além do que existe hoje", afirmou a Cursor no anúncio, acrescentando que será um dos lugares onde essa inteligência se torna útil.
A companhia disse ainda que, ao integrar a SpaceX, terá acesso à maior frota de GPUs do mundo, gargalo que hoje limita o ritmo de desenvolvimento de praticamente todas as empresas de IA.
Há, porém, contrapartidas no pacote. A SpaceX responde a uma ação judicial relacionada à poluição gerada pelas turbinas a gás que abastecem seu data center, disputa que acompanha a expansão acelerada da infraestrutura.
Para o ecossistema de venture capital, o caso reforça uma tendência que vinha se desenhando desde a abertura de capital da SpaceX: os maiores retornos da década estão saindo de um número pequeno de ativos ligados à infraestrutura de inteligência artificial.
Para o mercado de ferramentas de desenvolvimento, o recado é outro. Escala de computação virou critério de sobrevivência, e startups independentes de codificação com IA passam a competir com um rival que controla a própria energia, os próprios chips e o próprio data center.
Fonte original: TechCrunch


