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    Softo abandona cobrança por hora e adota modelo baseado em resultados para soluções de IA

    A Softo, empresa brasileira de soluções de inteligência artificial com clientes como iFood, Stone, FGV e OMS, anunciou uma mudança radical em seu modelo de negócio: a migração da cobrança por hora trabalhada para um formato baseado em resultados entregues ao cliente.

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    Redação

    20 de abril de 20262 min de leitura
    Softo abandona cobrança por hora e adota modelo baseado em resultados para soluções de IA

    A decisão, liderada pelo CEO Fábio Seixas, reflete uma tendência crescente no mercado de tecnologia, onde empresas de serviços buscam alinhar seus incentivos diretamente aos resultados obtidos pelos contratantes. Na prática, a Softo passa a ser remunerada com base no impacto real que suas soluções de IA geram nos negócios dos clientes, e não mais pelo volume de horas dedicadas aos projetos.

    Com cerca de 60 funcionários, a Softo se destaca por nunca ter captado capital externo. A empresa cresceu de forma orgânica, financiando sua operação com receita própria — um modelo cada vez mais raro no ecossistema de startups brasileiro. Para 2026, a companhia projeta um crescimento entre 30% e 40%.

    A mudança de modelo acompanha a evolução do próprio mercado de inteligência artificial. Com o avanço de ferramentas generativas e de automação, o valor percebido pelo cliente migrou do esforço empregado para o resultado obtido. Nesse contexto, cobrar por hora se tornou um desalinhamento de incentivos: quanto mais eficiente a solução, menos a empresa faturava.

    O novo formato posiciona a Softo em um nicho ainda pouco explorado no Brasil. Enquanto grandes consultorias e software houses mantêm modelos tradicionais de precificação, a aposta em outcome-based billing pode se tornar um diferencial competitivo relevante, especialmente em projetos de IA onde os ganhos de eficiência são mensuráveis.

    A carteira de clientes da Softo reforça a credibilidade da transição. Empresas como iFood e Stone operam em escala e tendem a valorizar parceiros que compartilham o risco e o retorno dos projetos. A presença da FGV e da Organização Mundial da Saúde no portfólio também demonstra versatilidade na atuação, que vai além do setor privado.

    A Softo não descarta captar investimento externo no futuro, mas por ora mantém o foco em crescer com recursos próprios e consolidar o novo modelo de precificação como referência no mercado brasileiro de IA.


    Fonte original: Startups — https://startups.com.br/negocios/softo-abandona-cobranca-por-hora-e-adota-modelo-baseado-em-resultados/

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