Tech

    Brasileiro à frente da Circuit Launch quer um campus de robótica em cada estado dos EUA até 2035

    Goiano de Formosa, Alex Dantas comanda no Vale do Silício um ecossistema de hardware e robótica por onde já passaram centenas de startups, entre elas a 1X, de robôs humanoides, que captou mais de US$ 100 milhões. Agora ele quer disputar com Stanford e MIT a formação de engenheiros mecatrônicos.

    R

    Redação

    22 de julho de 20263 min de leitura
    Brasileiro à frente da Circuit Launch quer um campus de robótica em cada estado dos EUA até 2035

    A informação foi publicada primeiro pelo Startups.com.br, em reportagem de Giulia Frazão.

    A trajetória do fundador e CEO da Circuit Launch pouco tem de linear. Alex Dantas começou a estudar Direito na Universidade Católica de Goiás, hoje PUC Goiás, e mudou-se para os Estados Unidos para dançar balé clássico. Chegou a morar dentro do próprio carro em São Francisco.

    Depois disso, comprou e vendeu imóveis até a crise do subprime derreter o mercado, serviu na Marinha americana, vendeu carros de luxo para clientes no Brasil e na China e montou empresas de software — algumas fracassaram, uma deu certo.

    O reencontro profissional com a robótica, sonho que ele diz ter desde os cinco anos, veio apenas em 2016, quando encontrou um prédio industrial vazio em Oakland. De lá saiu a Circuit Launch, hoje com unidades em Oakland e Mountain View.

    O projeto nasceu como uma mistura de coworking com makerspace e evoluiu para o que Dantas chama de "co-factory": ambientes compartilhados em que empresas desenvolvem protótipos, fabricam pequenos lotes e acessam infraestrutura industrial sem precisar montar uma fábrica própria.

    O diagnóstico veio da própria operação. Ao reunir startups de hardware, o fundador percebeu que a maioria esbarrava em dois gargalos: infraestrutura para prototipagem e mão de obra qualificada.

    Desde a inauguração da unidade de Oakland, em 2017, centenas de startups passaram pelo espaço. Entre elas está a 1X, fabricante de robôs humanoides que já levantou mais de US$ 100 milhões, e a Cartken, de robôs autônomos para transporte e entrega, com US$ 22,5 milhões captados no acumulado — a rodada mais recente, de US$ 10 milhões, foi liderada pela 468 Capital.

    A ambição agora é maior. "Nosso objetivo final é reinventar a universidade. Queremos construir um campus em cada estado dos Estados Unidos até 2035, usando um modelo híbrido para ensinar engenharia mecatrônica", afirmou Dantas ao Startups.

    A crítica ao modelo tradicional é de custo e de tempo. "Em um mundo em que você assiste um vídeo e em 15 minutos aprende a fazer algo, passar quatro, cinco anos na universidade não está fazendo muito sentido. Principalmente nos Estados Unidos, onde você pode chegar a pagar US$ 250 mil para chegar nesse patamar", avaliou, segundo o Startups.com.br.

    A alternativa proposta são programas curtos, orientados por projetos e acompanhados por inteligência artificial, que identifica lacunas de aprendizado e sugere novos desafios conforme o aluno avança.

    A frente educacional não roda dentro da Circuit Launch, mas na MechLabs, empresa criada pelo grupo para o modelo alternativo de ensino em mecatrônica. Ainda em modo fechado, já recebeu mais de 500 alunos em programas-piloto e deve abrir ao público até o fim deste ano.


    Fonte: EXCLUSIVO: A trajetória do brasileiro que está investindo em robótica no Vale, Startups.com.br, 21/07/2026.

    Nota da redação: matéria atualizada em 29/09/2026 para incluir o crédito ao Startups.com.br.

    R

    Escrito por

    Redação

    O portal de notícias do ecossistema de startups brasileiro.

    Startupz no seu Google

    Adicione como fonte preferida e veja mais notícias nossas nas Principais notícias.

    Fique por dentro

    Receba as principais notícias do ecossistema de startups brasileiro direto no seu email. Sem spam, apenas conteúdo relevante.

    Leia também