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    Prime Video anuncia US$ 2 bilhões para a América Latina até 2030 e coloca o Brasil no centro da disputa por streaming

    O Prime Video vai investir mais de US$ 2 bilhões em produções originais, licenciamento e direitos esportivos na América Latina entre 2027 e 2030, com Brasil, México, Argentina, Colômbia e Chile como mercados prioritários. A companhia promete mais do que dobrar o volume de originais locais até o fim da década.

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    Redação

    23 de agosto de 20263 min de leitura
    Prime Video anuncia US$ 2 bilhões para a América Latina até 2030 e coloca o Brasil no centro da disputa por streaming

    O Prime Video vai investir mais de US$ 2 bilhões em produções originais, licenciamento e direitos esportivos na América Latina entre 2027 e 2030, com Brasil, México, Argentina, Colômbia e Chile como mercados prioritários. A companhia promete mais do que dobrar o volume de originais locais até o fim da década.

    O braço de streaming da Amazon anunciou o maior compromisso financeiro já feito pela empresa na América Latina. Serão mais de US$ 2 bilhões destinados, entre 2027 e 2030, a produções originais locais, aquisição de conteúdo produzido na região e direitos de transmissão esportiva em cinco países.

    O anúncio foi feito durante o Prime Video Presents Latin America, primeiro evento regional da companhia, realizado na Cidade do México. Com o aporte, o número de originais locais produzidos deve mais do que dobrar até 2030 na comparação com 2026.

    Para 2027, a empresa já confirmou mais de 25 novos títulos nos cinco territórios, entre séries de ficção, filmes, produções não roteirizadas e reality shows. A companhia também ampliou o programa de Assinaturas no Prime Video para mais cinco países, permitindo que clientes de seis novos territórios aluguem ou comprem produções selecionadas e assinem serviços de streaming parceiros.

    "O que está acontecendo na América Latina neste momento é extraordinário: os talentos, as histórias, o público", afirmou Kelly Day, vice-presidente internacional do Prime Video. Segundo a executiva, o diferencial da estratégia é a abrangência: não se trata de uma aposta em um único país ou gênero, mas em toda a região.

    Esporte ao vivo é o motor da audiência

    Os números esportivos ajudam a explicar o tamanho do cheque. Em 2026, mais de 20 milhões de lares latino-americanos assistiram a esportes no Prime Video — volume que já supera o total registrado em todo o ano de 2025. Em termos publicitários, a companhia estima ter alcançado mais de 60 milhões de fãs na região apenas neste ano.

    Depois de um acordo global de onze anos com a NBA, a plataforma expandiu a cobertura no Brasil e no México para mais de 200 jogos por temporada e levou a liga a Argentina, Colômbia e Chile pela primeira vez. No Brasil, o número de lares acompanhando a NBA mais do que dobrou desde a temporada inaugural, em 2022.

    No futebol brasileiro, as horas de streaming da Copa do Brasil também mais do que dobraram desde o lançamento. A entrada da Série A do Brasileirão transformou o serviço em endereço único para o futebol doméstico, com recorde de lares brasileiros assistindo à modalidade na plataforma neste ano.

    "O que está acontecendo com os esportes ao vivo na América Latina é diferente de tudo que já vimos. Fãs em toda esta região estão aparecendo em números recordes, e estamos apenas começando", disse Gustavo Coelho, líder de negócios esportivos para a América Latina.

    Formação de talentos e economia criativa

    Parte da estratégia mira a infraestrutura por trás das câmeras. No Brasil, o programa Brasil no Set, desenvolvido com BRAVI e ICAB, chegou à terceira edição e ampliou o alcance da coorte inicial de produtoras emergentes para as regiões Norte e Nordeste. A empresa mantém ainda parcerias com instituições federais, estaduais e municipais para treinar estudantes em trilhas técnicas.

    Para o ecossistema brasileiro de tecnologia e conteúdo, o movimento reforça um vetor de demanda que vinha crescendo de forma difusa: produtoras independentes, plataformas de gestão de produção, empresas de pós-produção e startups de creator economy passam a disputar um orçamento regional com horizonte definido até 2030.


    Fonte original: Startupi

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