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    NeoSpace negocia seed de até US$ 250 milhões, mira valuation de US$ 1,25 bilhão e vira unicórnio em menos de três anos

    A startup brasileira de inteligência artificial abriu uma rodada que pode chegar a US$ 250 milhões e se tornar a maior captação seed já registrada na América Latina. Se o valor for confirmado, a companhia será avaliada em US$ 1,25 bilhão post-money.

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    Redação

    15 de agosto de 20263 min de leitura
    NeoSpace negocia seed de até US$ 250 milhões, mira valuation de US$ 1,25 bilhão e vira unicórnio em menos de três anos

    A startup brasileira de inteligência artificial abriu uma rodada que pode chegar a US$ 250 milhões e se tornar a maior captação seed já registrada na América Latina. Se o valor for confirmado, a companhia será avaliada em US$ 1,25 bilhão post-money.

    A NeoSpace colocou de pé uma operação de captação que pode redesenhar o topo do ecossistema brasileiro de tecnologia. A startup abriu uma rodada seed que pode alcançar US$ 250 milhões, patamar que a colocaria como a maior captação desse estágio já feita por uma empresa latino-americana.

    Nos termos discutidos com investidores, a companhia seria avaliada em US$ 1,25 bilhão post-money. O número transformaria a NeoSpace em unicórnio com menos de três anos de existência, um ritmo raro no mercado brasileiro, especialmente em um ciclo de venture capital mais seletivo do que o observado no início da década.

    A tese da empresa está em uma categoria própria de tecnologia, batizada de large data models, ou LDM. Em vez de trabalhar apenas com linguagem, o sistema processa dados estruturados e não estruturados em uma única camada, entregando a base sobre a qual grandes corporações rodam suas aplicações de inteligência artificial. É uma aposta em infraestrutura de dados corporativos, e não em interface de conversação.

    O time fundador vem da Zup Innovation, empresa de tecnologia cujo controle foi adquirido pelo Itaú em 2020. A relação com o banco continuou. O Itaú é o principal cliente da NeoSpace e também entrou no captable: a instituição investiu US$ 15 milhões liderando uma rodada anterior de US$ 18 milhões.

    A infraestrutura sustenta parte do discurso comercial. A NeoSpace se posiciona como uma das maiores consumidoras de GPUs Nvidia B200 do país e mantém parcerias com AWS e Oracle para rodar seus modelos, combinação que exige capital intensivo e ajuda a explicar o tamanho da rodada em negociação.

    Os recursos devem financiar principalmente a expansão nos Estados Unidos, mercado em que a empresa já negocia contratos. A estratégia acompanha um movimento recorrente entre as startups brasileiras de IA com ticket corporativo alto: validar a tecnologia com grandes clientes locais e usar esse histórico como credencial para disputar orçamentos no mercado americano.

    A rodada ainda está em curso e o valor final pode ser diferente do teto discutido. Caso se confirme, porém, o cheque estabelece uma nova referência para captações seed na região e reforça a concentração de capital em empresas de infraestrutura de inteligência artificial.


    Fonte original: Pipeline Valor

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