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    Databricks capta US$ 3 bilhões em nova megarodada e dispara para valuation de US$ 188 bilhões

    Menos de um ano após a Série J de US$ 4 bilhões, a Databricks levantou cerca de US$ 3 bilhões em uma nova rodada liderada pela Coatue Management, elevando seu valuation para US$ 188 bilhões. Os recursos vão bancar a estratégia de "múltiplas IAs" e novas aquisições da empresa, que tem iFood, Bradesco e Nubank entre seus clientes no Brasil.

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    Redação

    18 de julho de 20262 min de leitura
    Databricks capta US$ 3 bilhões em nova megarodada e dispara para valuation de US$ 188 bilhões

    A Databricks voltou ao mercado de capitais em ritmo acelerado. A companhia de dados e inteligência artificial anunciou uma nova captação que a avalia em US$ 188 bilhões, com participação de investidores antigos e novos parceiros ao lado da Coatue. A empresa não revelou o tamanho do cheque, mas o Wall Street Journal apurou que a operação gira em torno de US$ 3 bilhões.

    O dinheiro tem destino definido. Segundo fontes próximas à companhia, os recursos vão acelerar a aposta em uma arquitetura que permite às empresas usar vários modelos de IA sem depender de um único fornecedor, além de financiar aquisições na área e ampliar os investimentos em pesquisa.

    Essa estratégia se apoia em três lançamentos recentes. O Unity AI Gateway é uma camada de governança para controlar custos e o uso de diferentes modelos. O Genie funciona como um assistente que transforma dados de negócio em respostas e ações. E o Lakebase é um banco de dados Postgres serverless desenhado para rodar agentes de IA em escala.

    Para o fundador e CEO Ali Ghodsi, o comportamento do cliente corporativo mudou. Ele afirma que as empresas migraram da "maximização de tokens" para a "maximização de valor", buscando o melhor resultado por dólar investido em vez de aplicar o modelo mais caro em toda tarefa. O executivo também cita a "lacuna de contexto" — a dificuldade de gerar retorno com IA quando os dados estão espalhados e desconectados das aplicações.

    Os números ajudam a explicar o apetite dos investidores. A Databricks opera com receita anualizada de US$ 5,4 bilhões, cresce mais de 50% ao ano e já tem fluxo de caixa positivo. A base soma mais de 20 mil organizações, incluindo adidas, Bayer, Mastercard e 70% da lista Fortune 500. No Brasil, a empresa atende clientes como iFood, Bradesco e Nubank, e vem anunciando investimentos para acelerar a operação local.

    O tamanho já coloca a companhia no clube das candidatas a um IPO, mas Ghodsi diz não ter pressa. Em junho, ele afirmou à Bloomberg que prefere esperar o momento certo e classificou 2026 como um ano ruim para abrir capital, lembrando que SpaceX, Anthropic e OpenAI preparam megaofertas capazes de concentrar a atenção do investidor.


    Fonte original: Startups — https://startups.com.br/negocios/inteligencia-artificial/menos-de-um-ano-depois-databricks-engatilha-nova-megarodada/

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