Tech

    NeoSpace aposta em Large Data Models, projeta R$ 300 milhões em 2026 e se diz maior usuária de GPUs B200 da América Latina

    A NeoSpace anunciou uma arquitetura de inteligência artificial baseada em Large Data Models (LDMs), voltada à análise de bilhões de registros corporativos. Com a tecnologia, a startup projeta faturar mais de R$ 300 milhões em 2026 e ultrapassar R$ 3 bilhões até 2030.

    R

    Redação

    16 de julho de 20263 min de leitura
    NeoSpace aposta em Large Data Models, projeta R$ 300 milhões em 2026 e se diz maior usuária de GPUs B200 da América Latina

    Enquanto o mercado global de IA se organiza em torno dos Large Language Models, a NeoSpace decidiu apostar em outra sigla. A empresa anunciou o desenvolvimento de uma arquitetura baseada em Large Data Models (LDMs), criada para interpretar grandes volumes de dados corporativos, identificar padrões e gerar recomendações de negócio em tempo real.

    A diferença, segundo a companhia, está no objeto de treinamento. Enquanto os LLMs são treinados sobre texto, para gerar e compreender linguagem natural, os LDMs são treinados sobre dados estruturados e não estruturados das próprias empresas — registros operacionais, transacionais e históricos.

    Para o CEO e cofundador Bruno Pierobon, a tecnologia permite extrair o significado e o valor reais desses dados, cruzando bilhões de registros e orientando decisões de negócio com resultado superior aos modelos de machine learning já existentes.

    Como o modelo é treinado

    O treinamento usa grandes volumes de dados históricos. Um dos métodos empregados pela empresa considera cerca de 24 meses de informações: os primeiros 18 meses servem para identificar padrões e os seis meses seguintes são usados para validar as previsões geradas pelo sistema.

    Os setores-alvo são intensivos em dados: bancos, telecomunicações, seguradoras, varejo, mineração e energia.

    Do lado da infraestrutura, a NeoSpace afirma utilizar GPUs NVIDIA B200 no treinamento dos modelos e se declara atualmente a maior usuária desse tipo de processador gráfico na América Latina. A expectativa é ampliar em cinco vezes a capacidade computacional nos próximos dois anos.

    Escala global no radar

    A expansão da infraestrutura acompanha o plano internacional. A startup iniciou a contratação de profissionais nos Estados Unidos e afirma estar em negociações avançadas com clientes em países da América Latina.

    Segundo o cofundador e CRO Felipe Almeida, a companhia foi construída desde o início com visão internacional, e 2026 marca o começo da escala global. A estratégia inclui levar a tecnologia diretamente a grandes empresas por meio de consultorias desenhadas para clientes-chave.

    Com esse movimento, a NeoSpace projeta faturamento superior a R$ 300 milhões em 2026, com a meta de dobrar a receita anualmente nos anos seguintes e ultrapassar R$ 3 bilhões até 2030.

    O mercado corporativo puxa a próxima onda

    O anúncio acompanha um deslocamento do mercado de inteligência artificial. Depois da popularização dos modelos generativos voltados à criação de texto, imagem e código, empresas passaram a ampliar investimentos em arquiteturas especializadas para aplicações específicas — análise de dados, automação industrial, saúde e finanças.

    A lógica é usar bases próprias de dados para apoiar decisões, reduzir custos operacionais e automatizar processos, combinando modelos de IA com infraestrutura computacional de alto desempenho.

    Segundo dados citados pela empresa, um relatório da ONU divulgado em 2025 estima que o mercado global de inteligência artificial pode atingir US$ 4,8 trilhões até 2033, impulsionado pela digitalização dos serviços e pelo crescimento do volume de dados gerados pelas organizações.

    R

    Escrito por

    Redação

    O portal de notícias do ecossistema de startups brasileiro.

    Fique por dentro

    Receba as principais notícias do ecossistema de startups brasileiro direto no seu email. Sem spam, apenas conteúdo relevante.

    Leia também