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    Mercado Livre abre estúdio de 193 m² em São Paulo e mira o social commerce de R$ 440 bilhões

    A plataforma inaugurou nesta semana o Estúdio Mercado Livre, com nove pontos de transmissão e uso gratuito para os mais de 10 milhões de vendedores da base. Porto e Natura também aceleram programas para transformar corretores e consultoras em criadores de conteúdo.

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    Redação

    14 de setembro de 20263 min de leitura
    Mercado Livre abre estúdio de 193 m² em São Paulo e mira o social commerce de R$ 440 bilhões

    A plataforma inaugurou nesta semana o Estúdio Mercado Livre, com nove pontos de transmissão e uso gratuito para os mais de 10 milhões de vendedores da base. Porto e Natura também aceleram programas para transformar corretores e consultoras em criadores de conteúdo.

    O modelo que consolidou a China como maior mercado de vendas ao vivo do mundo começa a ganhar estrutura no Brasil. O Mercado Livre inaugurou nesta semana, na sede em São Paulo, o Estúdio Mercado Livre, um complexo audiovisual criado para capacitar vendedores e afiliados a produzir conteúdo e vender por vídeo.

    O espaço tem 193 metros quadrados e nove locais independentes de transmissão, entre estúdios individuais, uma área multiuso para podcasts e uma arquibancada para pequenos eventos. A utilização é gratuita, mediante agendamento prévio, e inclui internet compartilhada, tripés, iluminação, celulares e produtos de mostruário de marcas parceiras.

    A operação foi montada com a Community Creators Academy e a California Content House. O público potencial é a própria base da plataforma: mais de 10 milhões de vendedores na América Latina.

    O programa de afiliados já vende 208 vezes por minuto

    O movimento se apoia em um canal que já mostra tração. O Programa de Afiliados e Criadores do Mercado Livre reúne 9 milhões de inscritos na América Latina e registrou 208 vendas por minuto no Brasil no segundo trimestre de 2026.

    "O objetivo é criar um espaço de troca, aprendizado e capacitação", afirma Renata Gerez, diretora de social commerce para a América Latina do Mercado Livre.

    Para Arnaldo Garcia, diretor de operação da Community Creators Academy, a frente vai além de um canal de vendas. "O social commerce representa uma frente estratégica que amplia o papel do criador brasileiro", diz.

    Um mercado projetado em US$ 79,1 bilhões

    Os números do setor explicam a corrida. O social commerce brasileiro deve movimentar US$ 79,1 bilhões ao longo de 2026, o equivalente a cerca de R$ 440 bilhões, com taxa de crescimento anual de 12,4%. O país aparece na vanguarda da América Latina nesse recorte.

    O Mercado Livre não está sozinho. A Porto vem estruturando iniciativas de capacitação em conteúdo para sua base de quase 45 mil corretores. "A nossa estratégia é funcionar como um verdadeiro empurrãozinho para que mais corretores" entrem na produção de conteúdo, afirma Oliver Haider, diretor de marketing da companhia.

    Já a Natura opera o programa Criadores da Beleza, com trilhas educacionais para que consultoras produzam resenhas, tutoriais e conteúdos de rotina de skincare — formato que aproxima a venda direta tradicional da lógica de recomendação das redes sociais.

    O denominador comum das três iniciativas é o mesmo: transformar quem já vende em quem também produz conteúdo, reduzindo o custo de aquisição e transferindo para a ponta a tarefa de gerar demanda.


    Fonte original: EXAME INSIGHT

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