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    MedToken prepara primeira oferta pública de tokens lastreados em plantões médicos

    A startup, que tokeniza recebíveis de profissionais de saúde desde 2024, vai abrir ao varejo no Mercado Bitcoin ativos digitais que até agora eram negociados apenas em ofertas privadas — e planeja sua primeira rodada seed ainda neste ano.

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    Redação

    30 de junho de 20262 min de leitura
    MedToken prepara primeira oferta pública de tokens lastreados em plantões médicos

    A MedToken, plataforma de tokenização de recebíveis médicos, prepara para este bimestre sua primeira oferta pública de tokens no Mercado Bitcoin. São ativos digitais lastreados em plantões de profissionais de saúde que, até o momento, circulavam apenas como ofertas privadas, com a própria tesouraria da securitizadora adquirindo os papéis.

    Fundada em 2024 por Lídia e Vitor Tatekawa, a startup nasceu de uma dor observada de perto. Médica com passagem pelo Hospital Sírio-Libanês, pelo Imed Group e pelo CEJAM, Lídia acompanhava a demora de até 90 dias para que os profissionais recebessem pelos plantões já realizados. "O mercado carecia de uma solução para oferecer antecipação de recebíveis aos médicos de forma rápida e mais barata do que as alternativas tradicionais", afirma.

    O modelo funciona a partir da cessão digitalizada de créditos. A MedToken antecipa o valor ao profissional — com deságio — e registra o crédito correspondente em blockchain como um token, adquirido por investidores que recebem o valor corrigido no vencimento, quando o hospital liquida a dívida. Segundo a empresa, 62% das antecipações são pagas no mesmo dia do plantão e o restante em até 48 horas. Toda a análise de crédito, o monitoramento de risco e a validação dos plantões são conduzidos por agentes de inteligência artificial.

    Os números ajudam a explicar a decisão de abrir o ativo ao varejo. A companhia reúne 4 mil profissionais de saúde cadastrados, majoritariamente em São Paulo, já tokenizou mais de 4 mil plantões e registrou crescimento de 73% no volume transacionado (GMV) nos últimos 11 meses. A MedToken atua em 40 hospitais e afirma atender 96 unidades de saúde em projetos-piloto, sem casos de inadimplência até agora. O acesso do profissional acontece via gestoras de equipes médicas, que são a cliente primária da startup.

    Operando em modelo bootstrap e no superavit desde os primeiros meses, a empresa quer fazer sua primeira captação até o fim do ano. "A gente pretende abrir uma rodada agora. Já estamos em fase de estruturação", diz Lídia, que descreve o aporte seed como um acelerador de escala e não como necessidade de sobrevivência. Com os recursos, a prioridade é ampliar a base de gestoras e hospitais parceiros, expandir o portfólio para além da antecipação de recebíveis e avançar nas regiões Norte e Nordeste, tratadas como prioritárias por concentrarem maior carência de soluções financeiras para a saúde.


    Fonte original: Startups — https://startups.com.br/negocios/medtoken-prepara-oferta-publica-de-tokens-lastreados-em-plantoes-medicos/

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