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    Lemon Energia quadruplica base para 40 mil clientes, mira o consumidor residencial e prepara aquisições na geração distribuída

    Quatro anos após a Série A de R$ 60 milhões, a startup saiu de 10 mil para 40 mil clientes, passou de 50 para mais de 250 usinas conectadas e agora avalia comprar concorrentes para se tornar consolidadora do setor.

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    Redação

    15 de julho de 20263 min de leitura
    Lemon Energia quadruplica base para 40 mil clientes, mira o consumidor residencial e prepara aquisições na geração distribuída

    A Lemon Energia chegou a 40 mil clientes em 2026, quatro vezes a base de 10 mil registrada em 2022 — ano da sua última captação, uma Série A de R$ 60 milhões. O crescimento veio concentrado em pequenas e médias empresas. Agora, a startup quer levar a plataforma ao consumidor residencial.

    Fundada em 2019 por Rafael Vignoli (CEO), Luciano Pereira (CTO) e Rafael Mezzomo, a empresa conecta geradores de energia limpa a consumidores. Recentemente, foi uma das vencedoras na categoria ouro do Energy Summit Awards 2026, em Sustentabilidade.

    Os números de infraestrutura acompanharam a base de clientes. A companhia saiu de menos de 50 usinas conectadas para mais de 250, majoritariamente solares. A presença geográfica passou de menos de cinco para mais de dez estados, com operação em mais de 15 distribuidoras.

    O crescimento pela via inorgânica

    Uma das principais avenidas do crescimento recente atende pelo nome de "deals inorgânicos". São operações em que players em dificuldade transferem sua carteira de clientes para a Lemon.

    "Como a gente desde o começo investiu muito em tech, nos últimos dois anos, uma das grandes avenidas do nosso crescimento tem sido esses players que não estão muito bem, que literalmente escolhem a Lemon como parceiro para transferir a carteira de clientes deles para a gente", explica Vignoli.

    O ganho, segundo o CEO, é mútuo. O parceiro deixa de arcar com o custo de manter equipe própria para operar a relação com clientes e passa a se concentrar no core do negócio — operar as usinas.

    Do outro lado, a operação orientada por tecnologia reduz churn e inadimplência, melhora o NPS e garante, via algoritmos, que os créditos de energia gerados estejam de fato sendo monetizados. Isso eleva diretamente o retorno sobre o capital investido pelos parceiros.

    A empresa já fechou dois desses acordos neste ano e deve chegar a quatro até o fim de 2026. Até aqui, os movimentos não envolveram compra de participação societária — apenas transferência de base. Isso pode mudar: a Lemon avalia aquisições para se tornar uma consolidadora da geração distribuída.

    B2C e a aposta no mercado livre

    Entre os planos para os próximos meses está o lançamento de um produto residencial, com testes previstos para começar no mês que vem. A lógica é diversificar a base com contas de ticket médio menor, porém em volume muito maior.

    O segundo movimento é a entrada no Mercado Livre de Energia, que a empresa pretende anunciar já no último trimestre deste ano. A abertura do mercado livre para consumidores de baixa tensão comercial está prevista para novembro de 2027, e para o público residencial, novembro de 2028.

    A mudança regulatória destrava um gargalo estrutural. Hoje, a geração distribuída exige que a usina esteja na mesma área de concessão da distribuidora que atende o consumidor — e como dificilmente há usinas em grandes cidades, as capitais ficam de fora.

    "Com a abertura do mercado livre, eu posso atender São Paulo capital, por exemplo. São milhões de consumidores. O mesmo vale para o Rio de Janeiro. Então abre praças super estratégicas, e nós acreditamos que estamos em um nível de maturidade bom para entrar", afirma o CEO.

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