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    iFood Benefícios compra Caju por R$ 1,2 bilhão e juntas chegam a 3 milhões de usuários

    O iFood Benefícios assinou acordo para comprar 100% da startup de benefícios corporativos Caju, em operação de mais de R$ 1,2 bilhão, segundo o NeoFeed. Os fundos que investiram na empresa venderão suas participações, e a transação ainda depende de aprovação do Cade e do Banco Central.

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    Redação

    20 de outubro de 20263 min de leitura
    iFood Benefícios compra Caju por R$ 1,2 bilhão e juntas chegam a 3 milhões de usuários

    O iFood Benefícios assinou acordo para comprar 100% da startup de benefícios corporativos Caju, em operação de mais de R$ 1,2 bilhão, segundo o NeoFeed. Os fundos que investiram na empresa venderão suas participações, e a transação ainda depende de aprovação do Cade e do Banco Central.

    Crédito: esta reportagem tem como base matérias publicadas originalmente pelo NeoFeed e pelo Pipeline. Leia os textos originais em neofeed.com.br e pipelinevalor.globo.com.

    De acordo com o NeoFeed, o acordo anunciado nesta terça-feira, 20 de outubro, e antecipado pelo Pipeline, prevê a compra da totalidade da Caju pelo iFood Benefícios por mais de R$ 1,2 bilhão. O Lazard atuou como assessor financeiro da transação, segundo o Pipeline.

    Entre os investidores que vão vender suas fatias estão Volpe Capital, Caravela Capital, Valor Capital Group, Canary e K1 Investment Management. Os fundadores Eduardo Del Giglio e Renan Mendes têm incentivos para permanecer e devem seguir na operação após a conclusão do negócio.

    Em publicação no LinkedIn, Del Giglio, fundador e CEO da Caju, lembrou que a empresa nasceu em 2020 com a proposta de colocar o usuário no centro das decisões em um produto que, segundo ele, era "rígido e burocrático". "Juntos, vamos construir uma experiência muito melhor para quem contrata e para quem usa", escreveu.

    Segunda tentativa

    Esta não foi a primeira investida do iFood sobre a Caju. Segundo o NeoFeed, uma aproximação anterior terminou sem acordo, e o grupo passou a olhar para a Alelo, mas mudanças nas regras do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) impediram o avanço da conversa. Depois disso, o iFood retomou as negociações com a Caju.

    O acordo foi informado ao Cade nesta terça e também será submetido ao Banco Central. Até a conclusão desses processos, as duas operações seguem independentes.

    Escala combinada

    O iFood Benefícios atende 65 mil empresas e 1,7 milhão de usuários. A Caju soma mais de 70 mil empresas e 1,3 milhão de trabalhadores. Juntas, as carteiras chegam a 3 milhões de usuários, antes de eventuais sobreposições. Segundo o Pipeline, a combinação deve colocar o grupo em uma provável quinta posição no mercado.

    Além de ampliar a distribuição de cartões, a operação junta a presença do iFood em refeições a uma plataforma que avançou dos benefícios para despesas corporativas e gestão de pessoas.

    Criada em 2020, a Caju cresceu reunindo diferentes benefícios em um cartão com bandeira Visa. Em agosto de 2022, anunciou uma rodada de US$ 25 milhões liderada pela K1 Investment Management, com Valor Capital Group, Caravela Capital, Clocktower Ventures e FJ Labs.

    Disputa com as incumbentes

    O mercado de benefícios movimenta R$ 150 bilhões por ano e é concentrado em Alelo, Ticket, Pluxee (antiga Sodexo) e VR, que juntas detêm mais de 80% do setor. A competição vem aumentando: o C6 Bank comprou a Alymente no começo de setembro e o BTG Pactual também passou a atuar na área.

    Entre as startups, a Flash acaba de captar R$ 150 milhões em rodada liderada pela Battery Ventures e por Kevin Efrusy, sócio da Accel Partners. A Raiô, do ex-CEO da GetNet José Renato Hopf, começa sua expansão nacional.


    Fonte original: NeoFeed — "iFood Benefícios compra Caju por mais de R$ 1,2 bilhão" Fonte original: Pipeline — "iFood fecha compra da Caju para dobrar receita em benefícios" Fonte original: Eduardo Del Giglio, fundador e CEO da Caju (publicação no LinkedIn)

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