A Bity, dona do Bitypreço e do Bitybank, fechou parceria para que seus 850 mil usuários transfiram os criptoativos para o Mercado Bitcoin, com benefícios exclusivos válidos até 29 de novembro. O movimento reforça a concentração do setor após as novas exigências de capital para empresas de cripto.
Crédito: esta reportagem tem como base matéria publicada originalmente pelo Let's Money. Leia o texto original em letsmoney.com.br.
Segundo reportagem do Let's Money, a Bity e o Mercado Bitcoin (MB) firmaram um acordo, em vigor desde 2 de outubro, que abre caminho para a migração da base de clientes da primeira para a plataforma da segunda. A Bity reúne 850 mil usuários e mais de R$ 1 bilhão em ativos sob custódia.
Em operação desde 2018, a Bity é responsável pelo Bitypreço, plataforma de negociação, e pelo Bitybank, conta digital que combina reais e criptoativos. De acordo com a publicação, a empresa passa agora a concentrar esforços em operações de trading proprietário.
O que os clientes recebem
Quem optar pela transferência até 29 de novembro terá acesso a um pacote de condições diferenciadas no MB. A lista inclui período estendido de taxa zero na compra e venda de criptoativos, produtos de renda fixa digital com taxas especiais e recompensas ampliadas de staking.
Clientes com maior volume sob custódia também passam a contar com assessor dedicado.
Valdiney Pimenta, fundador e CEO da Bity, afirmou que a prioridade foi assegurar uma transição tranquila e a melhor experiência possível para os usuários. Já Roberto Dagnoni, chairman e CEO do MB, disse que a escolha reflete 13 anos de construção de uma plataforma regulada, com governança e compliance no centro.
O peso do Mercado Bitcoin
Fundado em 2013, o Mercado Bitcoin soma 4,5 milhões de clientes e foi o primeiro unicórnio cripto do Brasil. A companhia é autorizada pelo Banco Central a operar como instituição de pagamento e detém dez licenças regulatórias no Brasil e na Europa.
Entre os investidores estão Tether, SoftBank (desde 2021), 50T e GP Investimentos. As demonstrações da empresa são auditadas pela KPMG.
Consolidação em curso
O acordo acontece em um momento de reorganização do mercado. As novas regras para o setor exigem capital mínimo de até R$ 37,2 milhões das empresas de criptoativos, o que tende a reduzir o número de participantes.
O MB tem sido um dos principais destinos dessa movimentação. Em 1º de setembro, a empresa anunciou parceria com a Bitso e, mais recentemente, também recebeu a base de clientes da Coinext, que deixou o mercado.
Com a Bity, o Mercado Bitcoin adiciona mais um acordo à sequência e amplia a distância para os concorrentes locais em um setor cada vez mais regulado.
Fonte original: Let's Money — "Mercado Bitcoin firma acordo para receber clientes da Bity"



