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    Chegada do El Niño encurta contratos de climate techs de 540 para 90 dias e aquece a inteligência climática no Brasil

    Com o retorno do El Niño e as fortes chuvas que já atingem o Rio Grande do Sul, startups de inteligência climática relatam aceleração no fechamento de contratos. Na Fractal, o tempo médio de negociação caiu de 540 para 90 dias.

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    Redação

    21 de julho de 20263 min de leitura
    Chegada do El Niño encurta contratos de climate techs de 540 para 90 dias e aquece a inteligência climática no Brasil

    A informação foi publicada primeiro pelo Startups.com.br, em reportagem de Stephanie Tondo.

    A iminência de um novo ciclo do El Niño colocou o mercado brasileiro de tecnologia climática em ritmo acelerado. Startups que atuam com prevenção e mitigação de riscos ambientais afirmam que a proximidade do fenômeno está encurtando as negociações e antecipando a assinatura de contratos de produtos de inteligência climática.

    O alerta não é abstrato. Neste fim de semana, o Rio Grande do Sul voltou a registrar chuvas intensas, que deixaram cerca de 22 mil unidades sem energia elétrica e causaram estragos em 21 cidades, segundo boletim da Defesa Civil divulgado na manhã de domingo. Para os próximos meses, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê chuvas acima da média na Região Sul e volumes abaixo da média no centro-norte do país.

    A memória recente pesa nas decisões. Na última ocorrência do fenômeno, entre 2023 e 2024, o Brasil enfrentou as enchentes históricas no Rio Grande do Sul, além de secas severas na Amazônia e no Nordeste. O El Niño costuma ocorrer a cada cinco a oito anos, mas tem ganhado intensidade com as mudanças climáticas.

    Esse histórico transformou a percepção de urgência das empresas. Henrique Lucini Rocha, fundador da Fractal, climate tech especializada em inteligência hidroclimática, conta que o tempo médio de negociação de novos contratos despencou de 540 para 90 dias desde a tragédia gaúcha, movimento que ganhou força neste ano com a chegada do El Niño.

    Na i4sea, comandada pelo fundador e CEO Mateus Lima, o efeito aparece na forma como os clientes passaram a usar as ferramentas. Segundo a startup, empresas já produzem, com apoio de agentes climáticos de inteligência artificial, relatórios sobre os possíveis impactos do El Niño em suas cadeias logísticas.

    A mudança de comportamento também reorganiza a rotina das equipes. Clientes que chegaram por causa do fenômeno, relata a empresa, já sentam com o time de sucesso do cliente para entender por quanto tempo precisam se preparar e o que isso representa para a manutenção e a operação dos seus negócios.

    O cenário indica que a inteligência climática deixou de ser um item de planejamento de longo prazo para virar prioridade imediata. Para as climate techs brasileiras, o desafio agora é escalar a capacidade de atendimento na mesma velocidade em que a demanda cresce.


    Fonte: Chegada do El Niño acelera contratos de startups climáticas, Startups.com.br, 20/07/2026.

    Nota da redação: matéria atualizada em 29/09/2026 para incluir o crédito ao Startups.com.br.

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