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    C6 Bank compra a Alymente e entra em mercado de benefícios que movimenta R$ 150 bilhões por ano

    O banco digital adquiriu 100% da startup fundada por ex-executivos da Stone e vai criar a C6 Benefícios, unidade que nasce com mais de 100 mil beneficiários e 1,2 mil empresas na carteira.

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    Redação

    4 de setembro de 20263 min de leitura
    C6 Bank compra a Alymente e entra em mercado de benefícios que movimenta R$ 150 bilhões por ano

    O banco digital adquiriu 100% da startup fundada por ex-executivos da Stone e vai criar a C6 Benefícios, unidade que nasce com mais de 100 mil beneficiários e 1,2 mil empresas na carteira.

    O C6 Bank anunciou a compra integral da Alymente, startup de cartão multibenefícios criada em 2017 por ex-funcionários da Stone. Com a operação, o banco digital passa a disputar um mercado que movimenta mais de R$ 150 bilhões por ano no Brasil e reúne cerca de 22 milhões de usuários.

    Os valores da transação não foram divulgados. A aquisição ainda depende de aprovação do Banco Central, e a expectativa da companhia é obter o aval em um prazo de dois a três meses.

    Concluída a compra, a marca Alymente deixará de existir. Os 40 profissionais da startup serão incorporados ao banco e a operação passará a se chamar C6 Benefícios, sob o comando de André Purri, cofundador da empresa adquirida. O cartão continuará sendo emitido pela Mastercard.

    Um atalho para queimar etapas

    A escolha pelo caminho inorgânico acelera um plano que o cofundador e CEO Marcelo Kalim já havia tornado público. Segundo Ricardo Botelho, head de pessoa jurídica do C6 Bank, o segmento era uma lacuna na oferta para empresas.

    "Essa era uma das peças que faltava na nossa prateleira para empresas", afirmou o executivo. "E com a Alymente, que já tem um produto validado e grandes empresas no portfólio, nós já começamos com tração para escalar mais rápido essa operação."

    A Alymente atende mais de 100 mil beneficiários por meio de uma carteira que ultrapassa 1,2 mil companhias, de pequenas empresas a nomes como Heineken, Nissan e Pernod Ricard. O cartão vai além de refeição e alimentação, cobrindo transporte, telemedicina, apoio psicológico e acesso a academias, além de recursos de RH como gestão de frotas, despesas corporativas, premiações e reembolsos.

    Do lado da startup, a leitura é de que faltava músculo financeiro. "Mais de 70% da nossa base vinha demandando soluções financeiras que só um banco consegue, de fato, oferecer", disse Purri.

    Números do comprador e a disputa pela frente

    No primeiro semestre de 2026, o C6 Bank registrou lucro líquido de R$ 1,25 bilhão, alta de 20% na comparação anual, e receita líquida de R$ 6,26 bilhões, avanço de 48%. O banco encerrou o período com R$ 171 bilhões em ativos totais, carteira de crédito de R$ 99,8 bilhões e 42 milhões de clientes. A base de clientes pessoa jurídica cresceu 30% em 12 meses.

    O desafio, agora, é enfrentar um setor concentrado. Ticket, Alelo, Pluxee e VR controlam mais de 80% do mercado — e as três primeiras têm participação de Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander. O plano do C6 para se diferenciar é a venda cruzada e a integração dos benefícios ao mesmo aplicativo que já oferece conta digital, maquininhas, cartões, crédito, investimentos e, em breve, folha de pagamento.


    Fonte original: NeoFeed

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