A fintech usa o WhatsApp como interface de investimento e leva ao varejo, a partir de R$ 100, operações estruturadas de crédito privado. Já são 11 operações originadas e mais de 100 investidores ativos.
A XO Digital captou uma rodada com a participação de uma gestora especializada no mercado de crédito e fundos privados. O valor do aporte e o nome da gestora não foram divulgados.
Os recursos vão para três frentes: expansão da plataforma, desenvolvimento da infraestrutura tecnológica e ampliação da capacidade de estruturar e distribuir operações de crédito.
A fintech distribui operações de crédito privado estruturado para investidores de varejo, com aplicações a partir de R$ 100. Hoje trabalha principalmente com recebíveis e debêntures.
Os números atuais são de operação em estágio inicial. São mais de 100 investidores ativos, 11 operações originadas e volume total distribuído superior a R$ 6,5 milhões. A meta é chegar a cerca de R$ 50 milhões distribuídos até o fim de 2027.
O diferencial declarado da empresa está no canal. Toda a jornada acontece dentro do WhatsApp, por meio do Xodó, assistente digital criado pela companhia. Pelo aplicativo, o investidor consulta as oportunidades, tira dúvidas, deposita, investe e acompanha a carteira.
"O WhatsApp foi uma escolha natural porque é onde o brasileiro já está e onde já resolve boa parte da sua vida financeira", diz Isaac Kamkhaji, cofundador da XO Digital. Segundo ele, o objetivo é tornar o acesso a investimentos mais simples "sem abrir mão da sofisticação e da segurança que o mercado financeiro exige".
A tese ataca uma barreira histórica do crédito privado. Operações estruturadas do segmento concentraram-se por muito tempo em investidores institucionais e de maior patrimônio, tanto pelo ticket quanto pela complexidade da análise.
"O nosso objetivo é levar esse mercado também para o varejo, a partir de R$ 100, mas sem reduzir o nível de rigor na análise", afirma Alberto Kattan, também cofundador. A empresa afirma reprovar mais operações do que aprova.
Não há um modelo único de garantia. Cada operação é avaliada individualmente, considerando o perfil do originador, dos recebíveis e da própria estrutura, para definir o pacote de proteção adequado.
Entre os mecanismos utilizados estão avais e garantias pessoais, cláusulas de regresso e recompra, contas escrow e segregação dos fluxos financeiros. Conforme o caso, entram também ativos reais, como imóveis e veículos, além de colchões ou reservas de recebíveis.
Na camada tecnológica, a XO Digital usa blockchain e tokenização para dar rastreabilidade às operações e aos ativos.
O próximo passo é subir na complexidade do portfólio. A empresa pretende avançar para estruturas mais sofisticadas, incluindo FIDCs e operações com diferentes tipos de recebíveis e mecanismos de proteção, mantendo o acesso do investidor de varejo a produtos que hoje circulam sobretudo no mercado institucional.
Fonte original: Assessoria de imprensa da XO Digital — https://xodigital.com.br/



