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    Extreme Group volta ao mercado de M&A e mira receita de R$ 1,5 bilhão até 2028

    Seis meses após comprar a GPS IT, o grupo de tecnologia sediado no Porto Digital busca novas aquisições, especialmente em cibersegurança, e projeta faturar R$ 800 milhões neste ano.

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    Redação

    22 de agosto de 20263 min de leitura
    Extreme Group volta ao mercado de M&A e mira receita de R$ 1,5 bilhão até 2028

    Seis meses após comprar a GPS IT, o grupo de tecnologia sediado no Porto Digital busca novas aquisições, especialmente em cibersegurança, e projeta faturar R$ 800 milhões neste ano.

    O Extreme Group não pretende parar de comprar. Seis meses depois de concluir a aquisição da GPS IT, consultoria de implementação de sistemas, o grupo de tecnologia voltou a mapear alvos para ampliar o ecossistema, com atenção especial ao mercado de cibersegurança.

    Fundado em 2014, o grupo nasceu da Extreme Digital Solutions (EDS). Em 2019, Gustavo Rabelo assumiu como CEO, vindo de passagens por big techs como Oracle e IBM. As primeiras aquisições vieram em 2020, com a Beyond, de produtos digitais, e a Pointer, de ambientes multinuvem e DevSecOps. Em 2023, a célula de Digital Experience virou uma empresa própria, a EDX.

    Neste ano, além da GPS IT, o grupo criou a Volund, spin-off da Beyond sediada no Porto Digital, em Recife, focada em engenharia de software com uso intensivo de inteligência artificial, e incorporou uma consultoria que deu origem à Bora!.

    Rabelo afirma que o apetite por novos negócios segue de pé e que o M&A pode servir tanto para complementar o portfólio quanto para acelerar unidades já existentes. O filtro tem três pilares: talento em tecnologias globais, capacidade de serviços e criação de produtos próprios.

    A cibersegurança aparece como a frente mais promissora. Parte desse mercado já é atendida pela GPS IT, mas o executivo enxerga espaço em nichos como a segurança lógica. "Tem toda uma parte lógica que não está aqui nesse portfólio da GPS", disse ao Startups, citando temas como tokenização, IA e agentes.

    A conta que não fecha só no orgânico

    O apetite por aquisições está diretamente ligado às metas do planejamento estratégico. O grupo projeta receita de R$ 1,5 bilhão até 2028, mantendo o quadro atual de cerca de 1.850 colaboradores.

    No ano passado, o Extreme Group faturou R$ 605 milhões. Para 2026, o orçamento prevê R$ 800 milhões, alta projetada de 31%. Nos últimos três anos, o crescimento médio ficou em torno de 30% ao ano — ritmo que, segundo o CEO, não sustenta sozinho a meta de 2028.

    A expansão geográfica também entra na conta. O grupo estuda entrar em outros países da América Latina já no próximo ano, apoiado por uma subsidiária constituída em Delaware, nos Estados Unidos, por onde atende cerca de uma dúzia de clientes em mercados como México, Colômbia e Honduras. Na primeira semana de setembro, a companhia participa de uma missão à Jordânia a convite da embaixada do país.

    Agentes de IA no organograma

    Para sustentar o ritmo, o Extreme Group levou a inteligência artificial para dentro da própria estrutura. A companhia criou um cargo C-level dedicado ao tema, o Chief AI Officer, ocupado por Victor Aurélio, de 28 anos, um dos fundadores da Beyond.

    Os agentes de IA ganharam personas e funções formalizadas. Na Volund, a COO é a "Vitória Lund", um agente com e-mail próprio, perfil no Teams e participação em reuniões por vídeo. O "Vicente" funciona como repositório técnico e oráculo interno, e a "Eva" atua como agente de RH, conduzindo treinamentos e esclarecendo dúvidas sobre férias e adiantamentos salariais.

    Segundo Rabelo, a criação das soluções parte dos próprios analistas, dentro de diretrizes definidas pela área de IA. "O CAIO tem essa missão de criar as redomas", afirmou.


    Fonte original: Startups

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