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    Manus rompe fusão com a Meta por ordem da China e vai apagar dados de usuários — inclusive brasileiros

    A startup chinesa de agentes de IA Manus confirmou que voltará a operar de forma independente e apagará, entre 23 e 24 de agosto, os dados gerados por parte de seus usuários desde dezembro — desfecho de uma aquisição de US$ 2 bilhões pela Meta que a própria China mandou desfazer.

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    Redação

    12 de agosto de 20263 min de leitura
    Manus rompe fusão com a Meta por ordem da China e vai apagar dados de usuários — inclusive brasileiros

    O anúncio foi feito nesta terça-feira (11) no site da empresa e por e-mail aos usuários afetados. Segundo a Manus, todos os dados criados desde 29 de dezembro — data em que a dona do Facebook e do Instagram assumiu o controle da companhia — serão excluídos no intervalo de 23 a 24 de agosto, com as contas bloqueadas ao longo desse período. Cada tarefa, arquivo e execução de agente produzido nessa janela entra no lote a ser apagado.

    A empresa atribui a medida a exigências regulatórias. "Isto faz parte da nossa separação da Meta; precisamos dar este passo para cumprir exigências regulatórias em partes específicas do mundo", disse a companhia, que descartou qualquer relação com falhas de segurança: "Não é resultado de nenhum incidente de segurança". O comunicado, porém, não especifica quais jurisdições estão no escopo nem quantas contas serão atingidas.

    O rompimento não partiu das empresas. A Meta havia anunciado a compra da Manus no fim de dezembro de 2025, em um negócio avaliado em cerca de US$ 2 bilhões. Meses depois, em abril de 2026, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China — principal órgão de planejamento econômico do país — ordenou o desfazimento da transação, alegando razões de segurança nacional. Em junho, a Bloomberg já noticiava que a Meta havia cortado o acesso da equipe da Manus a seus sistemas internos e interrompido o compartilhamento de dados. A exclusão agora fecha o ciclo.

    O caso tem efeito direto no Brasil. Conforme apurou a imprensa, usuários brasileiros já receberam o aviso por e-mail, alguns com as assinaturas do Manus Pro canceladas de imediato. "Sabemos que isso causa incômodos, mas vamos dar o suporte em todos os passos do processo", afirmou a empresa na mensagem.

    Para quem foi afetado, a janela de backup é curta. A Manus disponibilizou uma ferramenta de cópia, já no ar, mas o prazo se encerra às 7h59 de 23 de agosto no horário de Singapura — o equivalente a 20h59 de 22 de agosto em Brasília. Depois disso, as contas ficam bloqueadas, e o portal de restauração só abre em 25 de agosto.

    A recomendação prática é não esperar por lembrete: rodar o backup imediatamente e repeti-lo após cada nova tarefa, já que a ferramenta captura apenas o que existia no momento em que foi acionada. Quem se cadastrou com Apple ID ou login do Facebook deve checar as notificações direto no aplicativo, pois pode não receber o e-mail de aviso. Restam dúvidas em aberto: a Manus não divulgou a lista de jurisdições atingidas nem esclareceu se haverá qualquer forma de recuperar dados não salvos após o dia 24.


    *Fonte original: Startups

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