Plataforma de coleta de dados e rastreamento de anúncios estruturou um projeto de inovação de R$ 1,25 milhão, que ainda depende de aprovação e contratação, para investir em servidores, automação e inteligência artificial e competir com fornecedores internacionais.
A Wascer, plataforma de infraestrutura para coleta de dados e rastreamento server-side sediada em Varginha, no Sul de Minas Gerais, quer ampliar sua atuação em um segmento pouco visível fora das empresas de marketing: o rastreamento das interações que mostram quais anúncios resultam em vendas.
Para isso, a empresa estruturou um projeto de inovação de R$ 1,25 milhão. A proposta, elaborada pela Sourei para o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), prevê R$ 1 milhão do programa Pró-Inovação e R$ 250 mil de contrapartida da própria Wascer. A operação ainda depende de aprovação e contratação.
O problema da conversão perdida
Quando uma pessoa clica em um anúncio, entra em uma loja virtual e conclui a compra, parte dessas informações pode não chegar corretamente aos sistemas de publicidade. Bloqueadores de anúncios, restrições dos navegadores e limitações de cookies estão entre as causas.
A Wascer usa processamento pelo servidor para reduzir essas perdas e encaminhar dados de conversão às plataformas de publicidade, respeitando as exigências legais de privacidade e proteção de dados, segundo a empresa.
"As empresas investem milhões em publicidade, mas nem sempre conseguem enxergar com precisão o que esse dinheiro trouxe de resultado", afirma Henrique Reis, CEO da Wascer.
Concorrência estrangeira
Entre os concorrentes identificados no projeto estão a Stape e a AddingWell, fornecedoras de soluções para coleta e processamento de informações publicitárias.
"Estamos competindo com empresas de tecnologia da Europa e dos Estados Unidos em um setor que exige conhecimento técnico e investimento pesado em infraestrutura", diz Reis.
A estratégia é controlar as diferentes etapas do processo, da recepção das informações ao tratamento e à análise. A empresa mantém uma estrutura de data center em Varginha, e Reis é sócio de um data center no Sul de Minas.
Ao combinar hospedagem, capacidade computacional e software, a Wascer pretende agregar serviços de maior valor à infraestrutura digital, em vez de depender só da venda de capacidade de processamento.
Destino dos recursos
Se aprovado, o dinheiro será usado na compra de equipamentos, no desenvolvimento tecnológico, na contratação de profissionais especializados e em capital de giro associado. O plano prevê 12 meses para estruturar a infraestrutura, desenvolver novos módulos e validar a plataforma para expansão comercial.
O projeto também prevê a continuidade da cooperação com o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), campus Varginha, para desenvolver e validar algoritmos de inteligência artificial, com participação de estudantes da instituição.
Contexto
Segundo o estudo Digital Adspend 2026, do IAB Brasil em parceria com o Ibope, os investimentos em publicidade digital no Brasil chegaram a R$ 42,7 bilhões em 2025, alta de 12,7%.
Já o BDMG, de acordo com a própria instituição, liberou R$ 700 milhões em financiamentos para projetos inovadores entre 2024 e 2025.
"Não precisamos estar em São Paulo ou fora do Brasil para desenvolver tecnologia capaz de competir globalmente", afirma Reis.
Fonte original: Wascer (comunicado à imprensa)



