Fundada em 2026 por Rafael Oli e Otávio Tranchesi, a produtora brasileira combina ferramentas generativas com design, edição, áudio e pós-produção, e diz entregar determinados projetos até seis vezes mais rápido que o fluxo tradicional.
A The Cursed Company nasceu com uma tese clara: a inteligência artificial encurta etapas, mas não resolve sozinha o desafio de transformar uma ideia em vídeo com qualidade, identidade e intenção. Criada em 2026 por Otávio Tranchesi e Rafael Oli, a produtora integra ferramentas generativas a técnicas de design, edição, áudio e pós-produção, com a direção criativa sob controle humano.
Dois amigos, trajetórias complementares
Os fundadores se conheceram na adolescência e seguiram caminhos distintos. Otávio construiu carreira entre mercado financeiro, marketing, startups, growth e vendas, com passagens por Easy Táxi, SINGU, Magnetis e PicPay, além de experiências em negócios internacionais.
Rafael seguiu pelo design e pela tecnologia, com uma relação com o desenho que começou aos 8 anos. Passou por publicidade, empreendedorismo e empresas como Pagar.me, SINGU, Wildlife Studios e Hash. Nos últimos anos, passou a explorar a IA na criação audiovisual e a desenvolver fluxos próprios de produção.
"A ideia nunca foi simplesmente usar uma plataforma para gerar um vídeo, mas construir uma produtora que incorporasse essa tecnologia a um processo criativo completo", afirma Otávio Tranchesi, cofundador.
De seis semanas para uma
A Cursed parte de uma dor conhecida: o vídeo ganhou espaço na comunicação das empresas, mas sua produção ainda pode exigir estruturas complexas, altos investimentos e semanas de trabalho. O processo da produtora combina ferramentas generativas com roteiro, design, Photoshop, geração de imagens e áudio e edição, passando por diferentes modelos e intervenções manuais.
Segundo os fundadores, determinados projetos podem ser desenvolvidos até seis vezes mais rápido do que em um fluxo tradicional. Produções que levariam cerca de seis semanas já foram feitas em aproximadamente uma semana e, em alguns casos, dependendo do escopo e das aprovações, vídeos foram concluídos em 24 horas.
"Não é apertar um botão e esperar a IA entregar o vídeo. Existe roteiro, personagem, ambiente, som, ritmo, edição e uma série de decisões ao longo do caminho", diz Rafael Oli, cofundador e responsável pela frente criativa.
Para a dupla, reduzir tempo e estrutura também abre espaço para que marcas testem ideias que seriam descartadas pelo custo de uma produção convencional.
Foco no Brasil
Além de publicidade e marketing, os primeiros projetos da Cursed incluem conteúdos para recrutamento, comunicação interna, vendas, apresentação de produtos, comunicação B2B e materiais de marca.
A produtora já atendeu clientes internacionais e começa a direcionar a expansão para o mercado brasileiro. O plano inclui formar equipe com profissionais experientes e novos talentos que combinem repertório criativo, conhecimento audiovisual e domínio das novas ferramentas.
A identidade da marca foge da estética comum às empresas de tecnologia e busca referências no universo do terror, com humor: Rafael ocupa informalmente o posto de "mago criativo", e Otávio é apresentado como "bruxo da receita".
"A IA funciona como um amplificador. O diferencial continua sendo o repertório, a direção e a capacidade humana de decidir o que vale a pena criar", completa Rafael.
Fonte original: The Cursed Company (comunicado à imprensa)



