Fintech que hoje tem cerca de 1.700 contas ativas quer ultrapassar 10 mil até o fim de 2027, podendo chegar a 20 mil ou 50 mil, com a entrada em empresas de menor porte.
Crédito: esta reportagem tem como base matéria publicada originalmente pela Exame. Leia o texto original em exame.com.
Segundo reportagem da Exame, o Stark Bank prepara uma mudança de estratégia para acelerar o crescimento. A fintech, que concentra sua atuação em companhias com faturamento anual entre R$ 100 milhões e R$ 1 bilhão, passará a atender também empresas que faturam a partir de R$ 1 milhão.
Fundado em 2018, em São Paulo, o Stark Bank oferece tecnologia para a gestão financeira de empresas. O portfólio inclui pagamentos, recebimentos, transferências e gestão de caixa, além de cartões corporativos, adquirência e antecipação de recebíveis.
De 1.700 para até 50 mil contas
Atualmente, a fintech tem cerca de 1.700 contas ativas. A expectativa é passar de 10 mil até o fim de 2027, podendo chegar a 20 mil ou até 50 mil, segundo as projeções de Rafael Stark, fundador e CEO. O cenário mais otimista representaria uma expansão de quase 30 vezes sobre a base atual.
"Vamos começar a atacar empresas de até R$ 1 milhão de faturamento. Abre muito o mercado", afirmou Stark à Exame.
Até aqui, o banco priorizava clientes capazes de concentrar grandes volumes na plataforma, com soluções sob medida para cada operação. Segundo o executivo, esse modelo dificultava a escalabilidade. A avaliação agora é que a tecnologia criada para grandes empresas pode chegar a um público mais amplo, com uma experiência de uso mais simples.
A mudança não significa disputar o consumidor pessoa física com bancos digitais como Nubank e Inter. O foco segue nas empresas, agora também nas de menor porte.
Apps redesenhados e time de growth
Para executar a estratégia, o Stark Bank está redesenhando seus aplicativos e o internet banking. Também está estruturando uma equipe de growth, voltada à aquisição de clientes por canais digitais, e reformulando sua comunicação.
R$ 1 trilhão transacionado em 12 meses
O grupo Stark, que reúne o Stark Bank e a Stark Infra, plataforma de infraestrutura financeira para bancos e fintechs, ultrapassou R$ 1 trilhão em volume transacionado nos últimos 12 meses. Só no primeiro semestre de 2026 foram R$ 649,8 bilhões, ante R$ 220,8 bilhões no mesmo período de 2025.
A Stark Infra já atende cerca de 40 instituições reguladas, segundo o fundador. A base ativa de clientes do grupo cresceu cerca de 90% desde o fim de 2024, de acordo com dados da companhia.
Desde a fundação, a empresa realizou cinco rodadas de investimento, que somaram US$ 61 milhões, e tem entre os investidores a Bezos Expeditions, veículo de investimentos pessoais de Jeff Bezos. Stark afirma que o banco não busca uma nova rodada para financiar a expansão, pois dispõe de liquidez suficiente.
Rating, capital e licença
A Fitch atribuiu ao grupo rating A(bra), com perspectiva estável. Em abril de 2026, o índice de capital do Stark Bank era de 20,5%, quase o dobro do mínimo regulatório de 10,5%. Segundo a companhia, o grupo não possui dívidas. O banco também aguarda autorização do Banco Central para operar como banco múltiplo.
Stark diz receber propostas de fusões e aquisições semanalmente, mas não considera a compra de concorrentes uma prioridade. "Comprar alguma coisa que eu já faço não faz sentido. Teria que complementar a oferta", disse. Por enquanto, a prioridade é crescer organicamente.
Fonte original: Exame — "Investida de Jeff Bezos, Stark Bank cresceu com os grandes. Agora quer conquistar os pequenos"



