Economia

    Serasa compra idwall, de soluções antifraude, por R$ 450 milhões e retoma estratégia agressiva de M&A

    Bureau de crédito do grupo Experian retoma o apetite por aquisições e leva a startup investida por GGV Capital, Monashees e Canary por cerca de cinco vezes a receita, em operação à vista que já foi notificada ao Cade.

    R

    Redação

    12 de maio de 20262 min de leitura
    Serasa compra idwall, de soluções antifraude, por R$ 450 milhões e retoma estratégia agressiva de M&A

    A Serasa voltou a se mover no tabuleiro do M&A brasileiro. Depois de cerca de um ano sem novas aquisições, o bureau de crédito do grupo Experian fechou a compra da idwall, startup paulistana de soluções antifraude e verificação de identidade digital, em uma operação avaliada em aproximadamente R$ 450 milhões.

    O valor representa cerca de cinco vezes a receita anual da idwall e o pagamento, segundo fontes, será feito à vista. A transação foi notificada ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e publicada no Diário Oficial da União em 6 de maio, e ainda aguarda aval do órgão antitruste para ser concluída.

    Fundada em 2016 por Lincoln Ando e Raphael Melo, a idwall opera com verificação de identidade, gestão de riscos e onboarding digital para clientes em segmentos como bancos, fintechs, marketplaces e empresas reguladas. A última rodada da startup tinha sido uma Série C de R$ 210 milhões, em 2021, liderada pelo family office Endurance, com participação de GGV Capital, Península, Monashees, Norte Ventures, Canary, Qualcomm e ONEVC.

    No total, a idwall já havia levantado R$ 260 milhões em capital desde a sua fundação. Entre os primeiros investidores estão nomes como Rodrigo Dantas, Paulo Silveira e Bruno Yoshimura.

    A operação reacende a corrida pela consolidação no mercado brasileiro de identificação digital, segmento que vem crescendo em meio ao aumento da digitalização das relações de consumo e à exigência crescente de segurança contra fraudes. Além da idwall, outras empresas vêm sendo observadas pelo mercado: a Unico já é apontada há algum tempo como candidata a abrir capital, enquanto a gaúcha Certta, antiga CAF (Combate à Fraude), também é acompanhada de perto na expectativa de movimentação ao longo de 2026.

    A última grande aquisição da Serasa havia sido a compra da ClearSale, em 2025, por cerca de R$ 2 bilhões. Entre 2021 e 2024, o bureau adotou uma estratégia agressiva, com 14 operações envolvendo fintechs e startups de outros segmentos, como agronegócio e seguros.

    As fintechs foram maioria nesse ciclo, com nomes como PagueVeloz (pagamentos), Mova (crédito) e, mais recentemente, SalaryFits, do grupo Zetra. Com a chegada da idwall, a Serasa reforça especificamente o portfólio de soluções antifraude e onboarding digital, áreas que vêm ganhando peso em sua estratégia de serviços para empresas.

    R

    Escrito por

    Redação

    O portal de notícias do ecossistema de startups brasileiro.

    Fique por dentro

    Receba as principais notícias do ecossistema de startups brasileiro direto no seu email. Sem spam, apenas conteúdo relevante.

    Leia também