Consultoria boutique de gestão comercial formaliza unidade de negócio dedicada ao segmento jurídico e aposta em um modelo que implanta e opera a área comercial das bancas, em vez de entregar um relatório e sair.
Raphael Baltar construiu e vendeu a Meetz, a maior agência de prospecção B2B do Brasil. Agora, ele aponta essa experiência para um setor que raramente tratou vendas como disciplina: a advocacia.
A Huvo, consultoria boutique de gestão comercial que Baltar fundou ao lado do sócio Igor Varjal, formalizou uma unidade de negócio focada no segmento jurídico. A casa atende empresas de vários setores, mas o jurídico passou a ter estrutura própria.
"Passei seis anos estruturando o comercial de médias e grandes empresas. E vi que a advocacia é um dos poucos setores onde o próprio comercial raramente é tratado com método. Foi por isso que decidimos entrar no segmento", afirma Baltar.
Crescer por indicação tem limite
O diagnóstico de mercado da Huvo parte de uma constatação comum entre sócios de escritórios. A maioria das bancas cresceu com base em indicação e relacionamento, sem uma área comercial estruturada. O modelo funciona até deixar de funcionar.
Quando a carteira depende da agenda de poucos sócios e não existe processo para gerar e converter novos clientes, o crescimento fica atrelado à rede pessoal de cada um, e não a um método replicável.
A pressão para mudar vem também de fora. A digitalização alterou a forma como clientes pesquisam e escolhem escritórios. Ao mesmo tempo, vender serviço jurídico tem regras próprias: a OAB impõe limites à publicidade e à captação de clientes, e a decisão de contratação passa pela confiança construída no relacionamento. O método da Huvo foi desenhado para profissionalizar o comercial dentro dessas restrições.
Operar, e não só aconselhar
A Huvo define seu modelo como "gestão comercial as a service" e se posiciona em oposição direta à consultoria tradicional. "A consultoria tradicional diagnostica, entrega um relatório e vai embora. A gente entra na operação e fica até o número virar", diz Baltar.
Toda relação começa por um diagnóstico, etapa que antecede qualquer operação contínua. A partir daí, a equipe implanta ferramenta, processo, playbook e treinamento dentro do escritório e acompanha as metas mês a mês.
O formato boutique é parte da proposta. A Huvo trabalha com poucos clientes por vez, com profissionais seniores e os sócios envolvidos diretamente nas operações. A atuação é remota.
Time sênior com inteligência artificial
Outro pilar do modelo é a combinação entre equipe experiente e inteligência artificial. A IA é usada para potencializar a operação comercial, sem substituir o trabalho do time sênior. Para alguns clientes, a Huvo aloca uma equipe dedicada a desenvolver soluções de IA sob medida para o escritório.
Unidade nova, experiência acumulada
Embora a unidade jurídica seja recente, a Huvo não parte do zero no setor. Ao longo dos últimos anos, a consultoria estruturou mais de 40 operações comerciais jurídicas, em escritórios de diferentes estados, com forte concentração em São Paulo.
A empresa projeta ultrapassar R$ 3 milhões em faturamento em 2027.
Escritórios interessados em conhecer o modelo podem acessar huvo.com.br/juridico.
Este conteúdo foi produzido em parceria com a Huvo.



