Nova arquitetura, que chega ao mercado em outubro, coloca a inteligência artificial para construir telas, integrar sistemas e registrar o histórico do vendedor com o cliente dentro da própria plataforma. A empresa estima redução de até 80% no tempo de implementação.
A Ploomes, que se apresenta como a maior empresa de CRM da América Latina, está investindo R$ 25 milhões no desenvolvimento do Estúdio IA Ploomes. A novidade será apresentada ao mercado em outubro e muda a forma como as empresas montam e adaptam a operação comercial dentro do sistema.
A proposta é que a IA deixe de ser um recurso adicional e passe a fazer parte da estrutura da plataforma. Na prática, a tecnologia cria telas, processos e fluxos de trabalho, conecta sistemas e executa tarefas, o que reduz a dependência de desenvolvimento e de projetos tradicionais de integração.
A meta de 28 dias
O principal número do lançamento está no prazo de implantação. A Ploomes estima uma redução de até 80% no tempo necessário para colocar o CRM em operação em novos clientes.
Segundo a empresa, a média atual do mercado é de 4,6 meses. Com o Estúdio IA, a expectativa é chegar a cerca de 28 dias na maioria dos cenários, ao eliminar etapas de configuração, desenvolvimento e integração.
As quatro frentes do produto
O Estúdio IA reúne quatro módulos principais:
- Construtor de Telas: gera telas, dashboards, formulários e miniaplicações a partir de uma descrição em texto, conectados aos dados reais da empresa.
- Integrador: monta fluxos de automação com IA, agentes e ferramentas como Slack e Gmail.
- CPQ em Branco: lê arquivos da empresa para interpretar regras de precificação e cria modelos de propostas complexas, com orçamento já conectado ao ERP.
- Radar Ploomes: transcreve as interações do vendedor com o cliente. A função, que cobria chamadas de vídeo desde abril, passa a incluir ligações, WhatsApp, e-mail e calendário.
Há ainda um chat para administradores, que permite configurar o sistema, extrair análises e fazer alterações em massa, como transferir clientes de um vendedor para outro.
Além do copiloto
Para Matheus Pagani, CEO e fundador da Ploomes, o CRM foi por muito tempo apenas o lugar de registro da operação comercial, e agora passa a participar da execução. Ele afirma que o mercado brasileiro oferece hoje agentes de IA como assistentes e copilotos, enquanto o Estúdio IA usa o contexto de cada cliente para construir e executar os processos.
O executivo ressalta que o papel humano segue essencial nas vendas. A ideia é concentrar o tempo das equipes em decisões e relacionamentos.
Sobre segurança, a empresa informa que nenhum dado de clientes é usado para treinar modelos de IA e que o contexto trabalhado no Estúdio fica restrito à operação dentro da plataforma.
Do piloto à escala
O lançamento mira um gargalo conhecido da adoção de IA nas empresas. Pesquisa da Deloitte com 115 executivos brasileiros, citada pela Ploomes, mostra que 58% das companhias implementaram no máximo 20% de seus projetos-piloto de IA. Apenas 23% levaram 40% ou mais deles para a operação.
Com a nova arquitetura, a Ploomes afirma estar entre as pioneiras no país a oferecer esse modelo, acompanhando o movimento de grandes empresas de software do exterior.
Fonte original: Ploomes (comunicado à imprensa)



