Fintech catarinense investida pelo Banco do Brasil processa cerca de 250 mil prestações de contas por mês e quer encerrar 2026 com R$ 1 bilhão em volume financeiro na plataforma.
Crédito: esta reportagem tem como base matéria publicada originalmente pela Exame. Leia o texto original em exame.com.
A Payfy, fintech catarinense de gestão de despesas corporativas, está colocando agentes de inteligência artificial no centro do produto. Segundo reportagem da Exame, a empresa prevê oito agentes disponíveis para todos os usuários até dezembro, dentro de um pacote batizado de Payfy Intelligence.
A plataforma reúne cartões, Pix, reembolsos, prestação de contas e integração com sistemas de gestão. O Banco do Brasil está entre os investidores; valores e participação não foram informados.
De 500 para 1.700 clientes
A base saltou de 500 empresas em 2023 para 1.700 em 2026, crescimento de 240%. Hoje, a Payfy processa cerca de 250 mil prestações de contas por mês.
A meta para este ano é movimentar R$ 1 bilhão. O número se refere ao volume financeiro que passa pela plataforma, e não ao faturamento da companhia.
Três modos: Scan, Audit e Review
Os agentes estão organizados em três frentes. O Scan, já em operação, lê os comprovantes fotografados no aplicativo e preenche o registro da despesa.
De acordo com a empresa, 87% dos lançamentos chegam ao gestor sem correção humana, e 93% das notas são conciliadas em até dois dias. A Payfy afirma que o fechamento mensal ficou cinco vezes mais rápido e que as equipes contábeis podem economizar até dois dias de trabalho por semana.
Os números foram divulgados pela própria companhia, e a reportagem observa que não há detalhes sobre a amostra de clientes nem sobre o período medido.
O Audit compara cada gasto com a política da empresa, aponta possíveis irregularidades e sugere novas regras a partir dos padrões encontrados. O Review recomenda aprovar, recusar ou encaminhar a despesa a outra instância, levando em conta orçamento e histórico. A ideia é que o aprovador passe a atuar principalmente nas exceções.
Suporte segue humano
André Apollaro, cofundador e CEO, disse à Exame que as empresas ainda perdem dias no fechamento do mês por causa da digitação manual e da conferência feita depois do gasto. A fintech também tem como cofundador Matheus Anzzulin, e Carlos Apollaro é o diretor de operações.
Apesar da aposta em automação, o atendimento ao cliente continua totalmente humano, com tempo médio de resposta de 12 minutos. De julho para agosto, o volume de chamados caiu 29,6%, e a satisfação subiu de 97,1% para 98,2%.
Em agosto, quatro em cada dez solicitações foram resolvidas no primeiro contato, e 3% dos atendimentos precisaram ser reabertos.
Fonte original: Exame — "Apoiada pelo Banco do Brasil, Payfy cresce 240% e aposta em IA para movimentar R$ 1 bilhão"



