A Neon registrou o primeiro semestre lucrativo da sua história, enquanto o C6 Bank lucrou R$ 1,257 bilhão e a Creditas reduziu o prejuízo para R$ 154,3 milhões no mesmo período.
Crédito: esta reportagem tem como base matéria publicada originalmente pelo Finsiders Brasil. Leia o texto original em finsidersbrasil.com.br.
De acordo com o Finsiders Brasil, a Neon lucrou R$ 43,2 milhões entre janeiro e junho de 2026, o primeiro semestre lucrativo da sua história. No mesmo período do ano passado, a fintech havia perdido R$ 35 milhões.
Desde o quarto trimestre do ano passado, já são três trimestres seguidos com lucro. Segundo a companhia, a virada começou a aparecer no segundo semestre de 2025, quando o prejuízo caiu para R$ 8,1 milhões.
Receita sobe, despesa fica estável
As receitas de intermediação financeira da Neon somaram R$ 2,1 bilhões, alta de 23,9% em 12 meses. O crédito respondeu por R$ 1,6 bilhão, avanço de 26,7%. Já as despesas com pessoal, administrativas e de prestação de serviços subiram 2,1%.
Com isso, o índice de eficiência caiu de 36% para 31%. A carteira bruta de crédito chegou a R$ 8,7 bilhões, alta de 23,6% em 12 meses, e o Índice de Basileia ficou em 12,6%.
A fintech investiu cerca de R$ 200 milhões no semestre para atrair clientes, desenvolver tecnologia própria e explorar dados. Hoje, são mais de 27 milhões de clientes. "A entrada em um ciclo de rentabilidade é apenas o início de uma nova fase", afirmou o CEO, Fernando Miranda.
C6 Bank amplia o lucro
O C6 Bank lucrou R$ 1,257 bilhão no primeiro semestre, alta de 20% sobre os R$ 1,049 bilhão do mesmo período do ano passado. A receita líquida avançou 48%, de R$ 4,24 bilhões para R$ 6,27 bilhões.
A carteira expandida chegou a R$ 99,8 bilhões em junho, alta de 38% em 12 meses. Por outro lado, a Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) saltou de R$ 996 milhões para R$ 2,37 bilhões, e a inadimplência acima de 90 dias subiu de 3,2% para 3,6%.
Creditas perde menos
A Creditas teve prejuízo de R$ 154,3 milhões no semestre pelas normas IFRS, 17% menor que os R$ 186,2 milhões de um ano antes. A receita subiu cerca de 20%, para R$ 1,36 bilhão.
No segundo trimestre, a fintech emprestou R$ 1,14 bilhão em novos contratos, alta de 34,2% em 12 meses e terceiro recorde trimestral seguido. A carteira chegou a R$ 8,1 bilhões, avanço de 26,4%.
Segundo a reportagem, boa parte do ganho de produtividade da Creditas vem da inteligência artificial: 87% do código incorporado em julho saiu de propostas geradas com IA, e a receita anualizada por funcionário chegou a R$ 1,7 milhão.
Fonte original: Finsiders Brasil — "Neon tem 1º semestre mais lucrativo da história, C6 amplia ganho e Creditas reduz prejuízo"



