Economia

    Natura lança a Natura Ingredientes e mira quadruplicar a compra de insumos da Amazônia até 2030

    A Natura estruturou uma nova startup em formato de Corporate Venture Building para vender bioingredientes da Amazônia a outras indústrias, com acordos já fechados com a britânica LUSH e a brasileira Mahta.

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    Redação

    6 de julho de 20262 min de leitura
    Natura lança a Natura Ingredientes e mira quadruplicar a compra de insumos da Amazônia até 2030

    A Natura decidiu transformar em negócio próprio o ativo que construiu ao longo de 25 anos na Amazônia: sua cadeia de fornecimento de insumos da sociobiodiversidade. A companhia anunciou o lançamento da Natura Ingredientes, uma startup em modelo de Corporate Venture Building voltada à comercialização de bioingredientes amazônicos para empresas de outros setores.

    A nova operação nasce em formato B2B e abre para companhias de alimentos, farmacêutica e cosméticos o acesso a uma cadeia rastreável e padronizada que antes abastecia apenas as marcas da própria Natura. A proposta é conectar a floresta em pé ao mercado global sem abrir mão da rastreabilidade dos insumos.

    A Natura Ingredientes começou a operar em modo piloto há seis meses e já entra em atividade com contratos assinados. Entre os primeiros clientes estão a marca britânica de cosméticos LUSH e a foodtech brasileira Mahta, com entregas previstas ainda para 2026.

    O portfólio inicial reúne mais de 20 espécies da sociobiodiversidade amazônica. A lista inclui matérias-primas como andiroba, tucumã, castanha e murumuru, além de ativos olfativos como priprioca e ishpink, que ampliam as possibilidades de aplicação em fragrâncias e cuidados pessoais.

    Segundo José Manuel Silva, vice-presidente de Novos Negócios da Natura, a iniciativa funciona como um acelerador da resiliência e do impacto social e ambiental que a empresa já gera hoje na região. A leitura da companhia é que dar escala a essa cadeia depende de levá-la para além das próprias prateleiras.

    Os planos são ambiciosos. Entre as metas declaradas está a de quadruplicar a aquisição de matérias-primas da região até 2030 e substituir, sempre que possível, insumos convencionais por alternativas de origem amazônica.

    O impacto social é parte central da tese. A operação conecta mais de 11 mil famílias da Pan-Amazônia a novos mercados, mantendo a rastreabilidade dos insumos usados em cosméticos e em outras indústrias. Ao abrir sua cadeia para terceiros, a Natura aposta que a bioeconomia pode ganhar tração como negócio, e não apenas como bandeira de sustentabilidade.


    Fonte original: Exame — https://exame.com/esg/natura-cria-startup-para-conectar-bioeconomia-da-amazonia-ao-mundo/

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