A Stone, uma das maiores empresas de tecnologia financeira do Brasil, realizou uma onda de demissões que atingiu cerca de 370 colaboradores. O corte representa aproximadamente 3% dos 11 mil funcionários da companhia, mas o impacto foi desproporcional na área de tecnologia: dos mais de 2 mil profissionais da divisão, cerca de 20% foram desligados.
Segundo relatos de ex-funcionários nas redes sociais e fontes próximas à operação, a liderança da empresa comunicou os cortes em reuniões internas realizadas na terça-feira (10). Entre as justificativas apresentadas estão a necessidade de redução de custos, o encerramento de produtos com baixa rentabilidade e, principalmente, a substituição de funções por processos automatizados via inteligência artificial.
O movimento acontece em um momento de transição na cúpula da companhia. Mateus Scherer, que ocupava o cargo de CFO, assumiu a posição de CEO. Pedro Zinner, até então no comando, migrou para a função de chairman do conselho.
Em nota oficial, a Stone afirmou que realizou "um ajuste pontual em sua estrutura como parte do processo contínuo de simplificação e ganho de eficiência". A empresa garantiu que a operação segue normalmente, sem impacto para clientes ou parceiros.
O caso da Stone se insere em uma tendência crescente no ecossistema de tecnologia brasileiro e global, onde empresas estão redimensionando equipes à medida que ferramentas de IA assumem tarefas antes realizadas por humanos. A discussão sobre os limites dessa substituição (e seus impactos no mercado de trabalho) segue em aberto.
A Justiça chegou a determinar a reintegração dos demitidos em uma decisão inicial, mas empresa e sindicato pediram uma pausa para negociar os termos, indicando que o desfecho ainda está em construção.
Fonte original: Startups — https://startups.com.br/negocios/fintech/stone-faz-layoff-para-aumentar-eficiencia-e-usar-ia-para-isso/



