Economia

    Conflito no Oriente Médio coloca startups brasileiras com operação internacional em compasso de espera

    Empreendedores com operações nos Emirados Árabes, Catar e Israel relatam suspensão de agendas, fechamento de aeroportos e incerteza sobre novos contratos. O impacto já se reflete em eventos globais de tecnologia.

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    Redação

    4 de março de 20262 min de leitura
    Conflito no Oriente Médio coloca startups brasileiras com operação internacional em compasso de espera

    A escalada do conflito no Oriente Médio está gerando efeitos diretos sobre startups brasileiras que mantêm operações ou planos de expansão na região. Fundadores com presença em países como Emirados Árabes, Catar e Israel relatam cancelamento de reuniões, bloqueio de rotas aéreas e indefinição sobre contratos em andamento.

    O cenário ficou evidente durante o MWC 2026, um dos maiores eventos globais de tecnologia, que teve seu início marcado pela interferência do conflito. O bloqueio do espaço aéreo em hubs internacionais da região provocou cancelamentos e redirecionamentos de voos, reduzindo o fluxo de visitantes e atrasando compromissos de negócios.

    Para startups brasileiras que vinham apostando no Oriente Médio como porta de entrada para mercados internacionais, o momento é de cautela. A região havia se consolidado nos últimos anos como destino estratégico para empresas de tecnologia, especialmente em países como Emirados Árabes e Arábia Saudita, que investiram fortemente em programas de atração de startups.

    O impacto vai além das operações diretas. A desvalorização do real frente ao dólar, combinada com o aumento dos preços internacionais de energia, pressiona custos de empresas que dependem de insumos importados. Componentes eletrônicos, máquinas e serviços cotados em moeda estrangeira ficam mais caros, comprimindo margens de startups em fase de crescimento.

    Mais de 52 mil brasileiros vivem atualmente em países afetados pela escalada, segundo dados recentes. Para o ecossistema de startups, a expectativa é de que o cenário gere uma pausa temporária nos planos de internacionalização para a região, sem necessariamente comprometer estratégias de longo prazo.


    Fontes: Revista PEGN, Bloomberg Línea, TV do Povo

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