Fundada por Felipe Titto, a plataforma de assistentes de inteligência artificial faturou mais de R$ 60 milhões em 2025, seu primeiro ano, recebe cerca de 250 mil mensagens por dia e projeta receita de R$ 150 milhões em 2027.
O Meu Assessor, plataforma que usa inteligência artificial para organizar finanças, agenda e rotinas de negócio dentro do WhatsApp, alcançou 300 mil usuários ativos e começou a preparar a expansão internacional. A empresa fundada pelo empresário Felipe Titto já constituiu uma sociedade em Delaware, nos Estados Unidos, embora ainda não tenha anunciado países nem datas de lançamento.
Segundo dados da companhia, o faturamento passou de R$ 60 milhões em 2025, primeiro ano de operação. A projeção é chegar a R$ 150 milhões em 2027.
Seis agentes em uma conversa
O serviço funciona por mensagem de texto, áudio, foto ou documento, sem exigir a instalação de um novo aplicativo. Por trás da conversa atuam seis assistentes de IA, cada um com uma função.
Theo coordena os pedidos e distribui as tarefas. Martin cuida de finanças, contas e relatórios; Sofi, de agenda, reuniões e lembretes; Luna, de arquivos, tarefas e projetos. Ítalo faz pesquisas e apresenta as fontes, e Rita atua na emissão de notas fiscais.
A empresa afirma que a plataforma roda sobre um modelo proprietário de inteligência artificial, treinado e desenvolvido internamente. A Sofi se conecta ao Google Agenda para criar, remarcar e consultar compromissos, além de gerar links para que terceiros escolham horários.
Braço financeiro
O Meu Assessor também opera como fintech. Pelo chat, o usuário cria links de pagamento e cobranças recorrentes, acompanha valores a receber e, conforme a habilitação da empresa, solicita a emissão de notas fiscais.
Com conexão autorizada via Open Finance, a plataforma reúne saldos, movimentações e faturas de diferentes instituições. Hoje, acompanha R$ 1,3 bilhão em patrimônio de usuários.
A companhia ressalva que o valor se refere a patrimônio monitorado, e não a recursos administrados ou sob gestão de investimentos. A conexão é apenas de leitura e depende de autorização do usuário.
Em segurança, a política da empresa prevê criptografia na transmissão e no armazenamento dos dados, com acesso restrito e registrado.
Origem do negócio
Titto diz que a ideia nasceu da própria experiência como empreendedor, marcada por quebras e recomeços. "Quando você empreende, principalmente no começo, é você quem vende, cobra, paga, responde, organiza e ainda precisa pensar no próximo passo", afirma.
O projeto começou como uma forma de organizar a rotina por áudios no WhatsApp e evoluiu para a estrutura atual. "Você não precisa aprender a falar com a inteligência artificial; ela precisa aprender a ajudar você", diz o fundador.
Próximos passos
Além do público empreendedor, a empresa mira o uso pessoal e familiar, com organização de contas, compromissos e documentos compartilhados.
Na frente internacional, o trabalho atual é adaptar a proposta a novos mercados a partir da estrutura aberta nos Estados Unidos.
Fonte original: Meu Assessor (comunicado à imprensa)



