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    Lume Robotics, nascida na UFES, negocia com Uruguai, Chile e México e quer dobrar frota autônoma em 2027

    A startup capixaba, que tem ArcelorMittal, Suzano e Mercedes-Benz entre os clientes, opera dez veículos sem motorista no Brasil e já captou quase R$ 5 milhões em investimentos privados.

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    Redação

    3 de novembro de 20263 min de leitura
    Lume Robotics, nascida na UFES, negocia com Uruguai, Chile e México e quer dobrar frota autônoma em 2027

    A startup capixaba, que tem ArcelorMittal, Suzano e Mercedes-Benz entre os clientes, opera dez veículos sem motorista no Brasil e já captou quase R$ 5 milhões em investimentos privados.

    Crédito: esta reportagem tem como base matéria publicada originalmente pelo TI Inside. Leia o texto original em tiinside.com.br.

    De acordo com o TI Inside, a Lume Robotics, startup do Espírito Santo fundada em 2019, desenvolve sistemas de inteligência artificial que permitem a caminhões e ônibus circular sem motorista em áreas privadas, como fábricas, portos e complexos industriais.

    A empresa nasceu de cerca de dez anos de pesquisas na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Com o amadurecimento da tecnologia, os pesquisadores decidiram criar uma empresa para transformá-la em produto comercial.

    Seis clientes e dez veículos

    Hoje, a Lume Robotics tem seis clientes ativos e dez veículos em operação no país. Entre as empresas atendidas estão ArcelorMittal, Suzano, Portocel, Ypê e Mercedes-Benz.

    Em uma unidade da Suzano, quatro caminhões autônomos levam materiais da linha de produção até o centro de distribuição. No complexo da ArcelorMittal Tubarão, no Espírito Santo, um ônibus equipado com a tecnologia faz o transporte de passageiros.

    O sistema usa IA para interpretar o ambiente, identificar obstáculos estáticos e dinâmicos e tomar decisões durante o trajeto. Embora possa ser adaptado a diferentes veículos, o foco é o transporte interno de cargas em operações industriais, portuárias e de mineração. A startup também já testou a solução em uma aeronave da Embraer, dentro de um aeroporto.

    Centelha no começo da trajetória

    Na fase inicial, a empresa participou da segunda edição do Programa Centelha. O apoio ajudou a financiar etapas do desenvolvimento, comprar equipamentos e estruturar a equipe por meio de bolsas.

    "No Centelha executamos um dos primeiros projetos e o programa ajudou a viabilizar esse desenvolvimento", afirma Rânik Guidolini, CEO e fundador da Lume Robotics. Para ele, esse tipo de recurso é decisivo para empresas de deep tech, que precisam investir em desenvolvimento e validação antes de ganhar escala comercial.

    O Centelha é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Finep e pelo CNPq, em parceria com o Confap e a Fundação CERTI. Em sua terceira edição, o programa prevê atuação nos 26 estados e no Distrito Federal.

    Crescimento e expansão internacional

    Segundo estimativas da própria empresa, a tecnologia pode reduzir em cerca de 25% os custos operacionais, considerando combustível e manutenção dos veículos. O resultado efetivo depende das condições de cada operação.

    A Lume Robotics registra crescimento médio anual de cerca de 150% desde a fundação e já captou quase R$ 5 milhões em investimentos privados. Os recursos vão para a consolidação da tecnologia no mercado brasileiro e para a preparação da expansão internacional.

    A startup negocia com potenciais clientes no Uruguai, no Chile e no México. Para 2027, a meta é conquistar clientes no exterior e dobrar tanto a carteira de clientes quanto o número de veículos em operação.


    Fonte original: TI Inside — "Startup brasileira desenvolve sistema de IA para condução autônoma de caminhões e ônibus"

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