A edtech criada no Vale do São Francisco estrutura sua oferta em três pilares e trabalha com a tese de que a próxima geração de empresários não é definida pela idade, mas pela capacidade de aprender. A ambição é atuação nacional.
A LOOVA chega ao mercado como uma edtech de educação empresarial voltada ao que os fundadores chamam de nova economia. A empresa nasce em Petrolina, no interior de Pernambuco, e organiza sua oferta inicial em três frentes: vendas, marketing e inteligência artificial.
A escolha dos pilares segue a leitura dos sócios sobre o que passou a definir a competitividade de um negócio. Vendas, porque nenhuma empresa cresce de forma sustentável sem converter oportunidades em receita. Marketing, porque conquistar atenção, construir posicionamento e gerar demanda virou parte central da disputa. E inteligência artificial, porque a tecnologia começa a alterar produtividade, gestão, atendimento, criação, análise de dados e tomada de decisão dentro das empresas.
A proposta é traduzir esses temas de forma prática para empresários e equipes, aproximando conceito e aplicação no dia a dia da operação.
Um trio com 21, 23 e 48 anos
A composição societária é parte da tese. Gusta Dias, de 23 anos, e João Serafim, de 21, pertencem a uma geração que começou a empreender quando redes sociais, tráfego pago, CRMs e automações já eram rotina de negócio.
Waldir Júnior, de 48, construiu a trajetória em outro contexto, acumulando experiência em gestão e operação em diferentes segmentos e em operações ligadas a marcas como Bob's, Subway, Pizza Hut e Divino Fogão.
Do encontro entre os dois repertórios saiu a principal ideia por trás da empresa: a próxima geração de empresários não é determinada pela idade, e sim pela capacidade de aprender e se adaptar.
O raciocínio vale nas duas direções. Um empreendedor de 20 anos e um empresário de 50 podem estar diante do mesmo desafio — entender como tecnologia, IA, marketing e novas formas de vender mudaram a construção de empresas. Enquanto os mais experientes precisam acompanhar ferramentas e comportamentos novos, os mais jovens precisam desenvolver fundamentos de vendas, gestão, relacionamento e liderança.
Educação como rotina, não como etapa
A posição da LOOVA é a de não ser apenas uma escola de marketing ou uma plataforma de cursos. Para os fundadores, o conhecimento necessário para administrar uma empresa está mudando rápido demais para caber em um formato tradicional: ferramentas surgem, canais de aquisição mudam, consumidores desenvolvem novos hábitos e a IA começa a assumir atividades que até pouco tempo dependiam exclusivamente de pessoas.
Nesse cenário, argumentam, aprender deixou de ser uma etapa anterior ao empreendedorismo e passou a fazer parte da rotina de quem administra um negócio. A aposta é que a principal habilidade do empresário dos próximos anos não será dominar uma tecnologia específica, mas continuar aprendendo — a IA seria apenas a transformação da vez.
Uma edtech fora do eixo
O outro elemento da história é a origem. A LOOVA está sendo construída em Petrolina, no Vale do São Francisco, distante dos centros brasileiros tradicionais de tecnologia e inovação.
Os fundadores enxergam na própria tecnologia a via para descentralizar o acesso à educação empresarial: se conhecimento, ferramentas e negócios passaram a circular digitalmente, uma empresa criada no interior de Pernambuco pode formar empresários em qualquer região do país. A meta declarada é crescer nacionalmente sem abrir mão dessa origem.
Conheça mais sobre a empresa: LOOVA


