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    LEME aposta no Farol da Integridade para tirar denúncias de assédio da gaveta nas empresas

    A paranaense LEME Inteligência Forense reúne canal de denúncias, gestão de riscos, investigações e treinamentos em uma só plataforma, o Farol da Integridade. A aposta é um mercado em que 49% das empresas ainda não têm protocolo para investigar assédio.

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    Redação

    1 de outubro de 20263 min de leitura
    LEME aposta no Farol da Integridade para tirar denúncias de assédio da gaveta nas empresas

    A paranaense LEME Inteligência Forense reúne canal de denúncias, gestão de riscos, investigações e treinamentos em uma só plataforma, o Farol da Integridade. A aposta é um mercado em que 49% das empresas ainda não têm protocolo para investigar assédio.

    A LEME Inteligência Forense, hub de soluções de inteligência corporativa, quer ocupar uma lacuna que ficou mais visível com o avanço da agenda de compliance no Brasil. Hoje o desafio já não é só convencer as vítimas a denunciar, mas também dar às empresas estrutura para investigar com rapidez, imparcialidade e transparência.

    Os números mostram o tamanho do problema. Segundo a Pesquisa Nacional sobre a Maturidade no Combate ao Assédio no Brasil – Panorama 2026, 49% das organizações não têm protocolo específico para apurar casos de assédio moral ou sexual. Outras 35% não contam com uma política clara de consequências quando a denúncia é comprovada.

    O produto

    O Farol da Integridade centraliza quatro frentes: gestão de denúncias, monitoramento de riscos, condução de investigações e programas de treinamento.

    As ocorrências podem ser registradas de forma identificada ou anônima. Em seguida, passam por um fluxo estruturado de análise e apuração, com todas as etapas acompanhadas no mesmo ambiente.

    A proposta, segundo Rafael Mendes, CRO da LEME, é transformar relatos dispersos em inteligência. Episódios isolados, como um gestor que humilha a equipe há anos, raramente chegam à alta gestão pelos canais tradicionais. Reunidos em um canal independente, esses relatos passam a revelar padrões de comportamento antes invisíveis.

    Conexão com a NR-1

    A plataforma também usa os dados gerados para alimentar os inventários de riscos psicossociais exigidos pela NR-1 e pelo Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). A ideia é converter denúncias em ações de prevenção, reduzir passivos trabalhistas e documentar a diligência do empregador.

    Para Mendes, compliance deixou de ser só uma exigência legal e passou a proteger receita, reduzir riscos e preservar reputação. Na visão dele, não basta ter um programa no papel: as empresas precisam provar que ele funciona.

    Um mercado ainda imaturo

    Os dados do setor indicam espaço para crescer. Segundo a KPMG, mais de 30% dos brasileiros disseram ter sofrido assédio no último ano. Desses, 38% ficaram em silêncio, e 58% afirmaram não se sentir seguros para denunciar.

    Do lado das empresas, 42% dos profissionais que atuam no combate ao assédio relatam algum grau de insegurança no trabalho. Além disso, 12% das organizações não fazem treinamentos sobre o tema, 25% os realizam apenas de forma pontual, e 26% dos responsáveis por investigações nunca receberam capacitação técnica.

    Por isso, a LEME combina software com treinamento. A avaliação da empresa é que a tecnologia acelera a resposta, mas nenhum programa de integridade é efetivo sem lideranças e equipes preparadas para prevenir e tratar irregularidades.


    Fonte original: LEME Inteligência Forense (comunicado à imprensa)

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