A HR tech que contrata, treina e gere aprendizes para grandes empresas recebeu aporte de valor não divulgado da elea Foundation for Ethics in Globalization. É o primeiro investimento da fundação no país e chega depois de um seed de R$ 12 milhões liderado pela Astella.
Crédito: esta reportagem tem como base matéria publicada originalmente pela Bloomberg Línea. Leia o texto original em bloomberglinea.com.br.
De acordo com a Bloomberg Línea, a Leapy recebeu investimento da elea Foundation for Ethics in Globalization, investidora filantrópica de impacto com escritórios em Zurique, Joanesburgo e Cidade do México. O valor não foi revelado.
A operação marca a estreia da elea no Brasil. A fundação tem cerca de 40 empresas no portfólio, espalhadas pela África, pela Ásia e pela América Latina, e encaixou a Leapy em sua tese de habilidades para a empregabilidade.
O modelo de negócio
A Leapy atua em um nicho regulado do mercado de trabalho. A empresa contrata, treina e acompanha jovens aprendizes em nome de companhias que precisam cumprir a Lei da Aprendizagem, que obriga empresas de médio e grande porte a manter uma cota desses profissionais.
Na prática, a startup tira do RH dos clientes a parte operacional do programa e tenta transformar a obrigação legal em um canal de formação de talentos.
Entre os clientes citados estão Nubank, iFood, Shopee, Vivo, Votorantim e RD Saúde.
Efetivação acima da média
O principal indicador da empresa é a efetivação dos aprendizes ao fim do programa. Segundo a Leapy, a taxa de contratação nos parceiros é de, no mínimo, três vezes a média nacional, que é de 15%, de acordo com dados do Ministério do Trabalho.
Histórico de captação
O novo aporte chega depois de uma rodada seed de R$ 12 milhões no segundo semestre de 2025, liderada pela Astella.
Desta vez, os recursos serão usados para reforçar o atendimento a grandes contas, ampliar a equipe, ajustar a estratégia de entrada no mercado e consolidar o produto.
A entrada de um investidor de impacto estrangeiro em uma HR tech brasileira chama a atenção em um trimestre de captações em queda. Segundo a mesma reportagem, as startups do país levantaram US$ 629 milhões entre julho e setembro, a menor fatia brasileira do ano na América Latina.
Para a Leapy, o desafio é ganhar escala com grandes empregadores sem perder a taxa de efetivação, que é o argumento central da sua proposta de valor.
Fonte original: Bloomberg Línea — "Rodadas da semana: investimentos em startups da América Latina caem 36% no 3º tri"



