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    Jota chega perto de 400 mil clientes, processa R$ 560 milhões por mês e prepara agente de IA que paga contas fora do app

    A fintech de Davi Holanda desenvolve o Jota 3.0, versão de seu assistente no WhatsApp capaz de executar tarefas e pagamentos em serviços externos. O volume mensal processado pela plataforma cresceu 5,6 vezes desde dezembro de 2025.

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    Redação

    27 de setembro de 20263 min de leitura
    Jota chega perto de 400 mil clientes, processa R$ 560 milhões por mês e prepara agente de IA que paga contas fora do app

    A fintech de Davi Holanda desenvolve o Jota 3.0, versão de seu assistente no WhatsApp capaz de executar tarefas e pagamentos em serviços externos. O volume mensal processado pela plataforma cresceu 5,6 vezes desde dezembro de 2025.

    O Jota, fintech que oferece um assistente financeiro e pessoal via WhatsApp e aplicativo próprio, quer que a inteligência artificial faça o papel de uma diretoria executiva para o pequeno empreendedor. A tese do fundador e CEO, Davi Holanda, é que quem toca um negócio pequeno acumula sozinho as funções que, em uma grande empresa, ficam com CFO, CTO e diretor comercial.

    A nova fase do produto foi detalhada pelo executivo em entrevista ao portal Startups, publicada nesta sexta-feira (25).

    Do assistente ao agente

    Na versão atual, o Jota 2.0, o agente já opera com memória, automações e integrações. Ele pode, por exemplo, se conectar ao Google Calendar para encontrar horários e enviar convites de reunião, fazer lembretes proativos e buscar informações na internet. Dentro da própria plataforma, também executa transações, como um Pix disparado por comando de voz.

    O Jota 3.0 amplia esse alcance para fora do aplicativo. A proposta é que o agente acesse sistemas externos e realize compras e pagamentos em nome do usuário. Um dos exemplos citados por Holanda é o pagamento de uma DARF: o empreendedor pede, e o agente localiza a guia pendente no sistema de gestão e faz o pagamento, inclusive de forma recorrente.

    Modelo de receita

    Hoje o assistente é gratuito. A receita vem das transações financeiras, com tarifas sobre pagamentos com cartão de crédito e débito aceitos via WhatsApp, em modelo semelhante ao das adquirentes tradicionais. O Jota 3.0 será a exceção: a versão com capacidade de agir fora do ambiente da fintech será paga.

    Números em aceleração

    Segundo Holanda, a empresa terminou dezembro de 2025 com cerca de 100 mil clientes e aproximadamente R$ 100 milhões processados no mês. Agora, está perto de 400 mil clientes e movimenta cerca de R$ 560 milhões mensais.

    O avanço é sustentado pela Série A de R$ 150 milhões anunciada em junho, que levou o valuation da fintech a US$ 185 milhões. Os recursos vão principalmente para o J-Cortex, sistema de IA desenvolvido internamente, e para a ampliação do portfólio financeiro. A empresa já lançou o Tap on Phone, que transforma o celular em maquininha de pagamentos, e testa um produto de crédito próprio.

    Próximos passos

    O crescimento já atraiu sondagens de fundos para uma possível Série B no fim de 2027. Holanda, porém, afirma que não pretende antecipar a captação e que a prioridade agora é executar o plano financiado pela rodada recente.


    Fonte original: Startups

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