Economia

    Investimento anjo no Brasil atinge R$ 919 milhões em 2025 e cresce 4,2%, aponta Anjos do Brasil

    O investimento anjo no Brasil somou R$ 919 milhões em 2025, alta de 4,2% sobre o ano anterior, segundo pesquisa da Anjos do Brasil que aponta retomada dos aportes, maior interesse por inteligência artificial e expectativa de expansão em 2026.

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    Redação

    23 de junho de 20262 min de leitura
    Investimento anjo no Brasil atinge R$ 919 milhões em 2025 e cresce 4,2%, aponta Anjos do Brasil

    O estudo "A Evolução do Investimento Anjo no Brasil" mostra um setor que cresce em volume, mas perde investidores na ponta. Os recursos foram aportados por pouco mais de 8 mil pessoas, queda de 1% em relação a 2024. O valor médio investido por participante chegou a R$ 114 mil.

    A perspectiva para o ano corrente é otimista. De acordo com o levantamento, os investidores pretendem aportar, em média, 10% mais recursos do que em 2025. Ainda assim, a organização alerta que o juro elevado segue como freio à entrada de novos anjos no ecossistema.

    "Os dados mostram uma perspectiva de retomada do investimento anjo. Entretanto, devido à manutenção das taxas de juros em patamares muito elevados, faltam estímulos para ampliar a base de investidores", afirmou Cassio Spina, presidente da Anjos do Brasil.

    No recorte por tese, o modelo B2B se consolidou como o preferido do mercado, citado por 91,2% dos investidores. Na sequência aparecem B2C (61,9%), B2B2C (59,9%) e marketplace (30,6%). Entre os setores de maior interesse, a inteligência artificial lidera com 54,4%, seguida por AgTech (53,7%), Deep Tech (46,9%), Health Tech (46,9%), SaaS (42,2%) e FinTech (40,8%).

    A pesquisa também jogou luz sobre diversidade. Embora as mulheres representem apenas 21% do total de investidores anjo, startups fundadas por mulheres apresentam desempenho 63% superior ao de equipes formadas exclusivamente por homens, e negócios liderados por elas geram retorno sobre o investimento 35% maior.

    Um dos pontos centrais do relatório, elaborado em parceria com a Grant Thornton, contesta a ideia de que incentivar startups significa abrir mão de arrecadação. Segundo o estudo, cada R$ 1 investido na modalidade gera um efeito multiplicador de R$ 5,84 na economia, por meio de geração de empregos, arrecadação de impostos e contratação de serviços.

    A leitura da organização é que políticas de incentivo, como a isenção de imposto sobre ganho de capital para investidores em inovação, tendem a ampliar a arrecadação no longo prazo, à medida que as empresas apoiadas crescem e expandem a base tributária.

    Apesar dos números positivos, o estudo expõe uma defasagem em relação ao exterior. Para alcançar uma participação no PIB equivalente à dos Estados Unidos, o Brasil precisaria movimentar cerca de R$ 7,5 bilhões por ano em investimento anjo — aproximadamente nove vezes o volume atual.


    Fonte original: Exame — https://exame.com/negocios/investimento-anjo-no-brasil-chega-a-r-919-milhoes-e-cresce-42/

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