Criada por Theo Girolamo, de 21 anos, a startup representa apenas quem compra imóveis de médio e alto padrão. A operação começa no litoral catarinense e depois deve chegar a São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.
Theo Girolamo cresceu dentro da imobiliária da família e notou um desequilíbrio nas negociações. Quem vende um imóvel costuma ter corretores e imobiliárias defendendo seus interesses. Quem compra, na maioria das vezes, negocia sozinho, mesmo em transações de milhões de reais.
Aos 21 anos, ele fundou a House Hunter para atender só o lado do comprador. A startup se inspira no buyer's agent dos Estados Unidos, modelo em que comprador e vendedor têm profissionais diferentes na negociação. Segundo a empresa, esse formato movimenta cerca de US$ 100 bilhões por ano no mercado americano.
Sem estoque e sem anúncios
A House Hunter não tem carteira própria de imóveis e não anuncia propriedades. O atendimento começa pelo perfil do cliente: objetivo da compra, orçamento, localização, prazo e características desejadas.
Com essas informações, a startup busca opções no mercado, analisa as oportunidades, faz uma due diligence jurídica antes da assinatura e representa o comprador na negociação.
Durante a busca, o cliente é identificado apenas por um código e só revela quem é quando decide avançar em uma oportunidade. A ideia é evitar que dados como orçamento disponível e urgência da compra cheguem ao vendedor antes da hora.
"A nossa proposta é colocar o comprador no centro do processo", diz Girolamo.
Largada em Santa Catarina
No começo, a operação vai se concentrar no litoral catarinense, em cidades como Balneário Camboriú, Itapema, Florianópolis e Itajaí. Elas estão entre os mercados residenciais mais valorizados do país e atraem compradores que buscam patrimônio, investimento ou uma segunda residência.
Para o primeiro ano, a meta é intermediar R$ 37,5 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV), com foco em imóveis de médio e alto padrão.
Próximos passos
A expansão prevista inclui São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. A startup também quer atender estrangeiros interessados em comprar imóveis no Brasil.
Para o fundador, o desafio é criar uma nova referência em um setor que sempre se organizou a partir de quem vende. A proposta é que o comprador também tenha um especialista cuidando apenas dos interesses dele.
Fonte original: Comunicado da House Hunter (briefing enviado à redação) — http://www.househunter.com.br/



