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    House Hunter traz modelo de buyer's agent a Santa Catarina e mira R$ 37,5 milhões em VGV no primeiro ano

    Criada por Theo Girolamo, de 21 anos, a startup representa apenas quem compra imóveis de médio e alto padrão. A operação começa no litoral catarinense e depois deve chegar a São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

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    Redação

    26 de setembro de 20262 min de leitura
    House Hunter traz modelo de buyer's agent a Santa Catarina e mira R$ 37,5 milhões em VGV no primeiro ano

    Criada por Theo Girolamo, de 21 anos, a startup representa apenas quem compra imóveis de médio e alto padrão. A operação começa no litoral catarinense e depois deve chegar a São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

    Theo Girolamo cresceu dentro da imobiliária da família e notou um desequilíbrio nas negociações. Quem vende um imóvel costuma ter corretores e imobiliárias defendendo seus interesses. Quem compra, na maioria das vezes, negocia sozinho, mesmo em transações de milhões de reais.

    Aos 21 anos, ele fundou a House Hunter para atender só o lado do comprador. A startup se inspira no buyer's agent dos Estados Unidos, modelo em que comprador e vendedor têm profissionais diferentes na negociação. Segundo a empresa, esse formato movimenta cerca de US$ 100 bilhões por ano no mercado americano.

    Sem estoque e sem anúncios

    A House Hunter não tem carteira própria de imóveis e não anuncia propriedades. O atendimento começa pelo perfil do cliente: objetivo da compra, orçamento, localização, prazo e características desejadas.

    Com essas informações, a startup busca opções no mercado, analisa as oportunidades, faz uma due diligence jurídica antes da assinatura e representa o comprador na negociação.

    Durante a busca, o cliente é identificado apenas por um código e só revela quem é quando decide avançar em uma oportunidade. A ideia é evitar que dados como orçamento disponível e urgência da compra cheguem ao vendedor antes da hora.

    "A nossa proposta é colocar o comprador no centro do processo", diz Girolamo.

    Largada em Santa Catarina

    No começo, a operação vai se concentrar no litoral catarinense, em cidades como Balneário Camboriú, Itapema, Florianópolis e Itajaí. Elas estão entre os mercados residenciais mais valorizados do país e atraem compradores que buscam patrimônio, investimento ou uma segunda residência.

    Para o primeiro ano, a meta é intermediar R$ 37,5 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV), com foco em imóveis de médio e alto padrão.

    Próximos passos

    A expansão prevista inclui São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba. A startup também quer atender estrangeiros interessados em comprar imóveis no Brasil.

    Para o fundador, o desafio é criar uma nova referência em um setor que sempre se organizou a partir de quem vende. A proposta é que o comprador também tenha um especialista cuidando apenas dos interesses dele.


    Fonte original: Comunicado da House Hunter (briefing enviado à redação) — http://www.househunter.com.br/

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