Consultoria de Campinas cruza o perfil das empresas assessoradas com uma base própria de 9.986 investidores e com buscas externas para priorizar os compradores mais aderentes a cada operação de fusão e aquisição.
A Helping Hand, consultoria de Campinas (SP) especializada em valuation, preparação de empresas para venda e assessoria em fusões e aquisições, passou a usar inteligência artificial na etapa de identificação de potenciais compradores. Fundada em 2019, a empresa afirma ter feito mais de 10 mil diagnósticos de empresas e participado de operações que somam R$ 5 bilhões em contratos.
A ferramenta cruza as características da empresa à venda com perfis de investidores e compradores estratégicos. Entram na análise o setor, o porte, os interesses de aquisição e as possíveis complementaridades entre os negócios.
Matchmaking aplicado a aquisições
O processo começa antes da busca por interessados. A consultoria prepara a empresa para o mercado, mapeia seus principais direcionadores de valor e estrutura a tese de venda. Só então a tecnologia compara esse perfil com potenciais compradores e ajuda a definir quem deve ser abordado primeiro.
A lógica é semelhante à dos sistemas de matchmaking usados em plataformas digitais. Além da base própria de 9.986 investidores qualificados, a Helping Hand faz buscas externas por compradores estratégicos que não estão no cadastro.
As etapas seguintes, como abordagem, qualificação, reuniões, propostas e negociação, continuam a cargo da equipe. Segundo Lucas Mendes, CEO da consultoria, a tecnologia não fecha operações sozinha, mas amplia o campo de visão do assessor e dá ao empresário mais alternativas na negociação.
Resultados dos testes internos
De acordo com a empresa, testes internos indicaram queda no prazo médio para o recebimento de propostas, de oito para três meses. A consultoria também reporta 90% de eficiência na busca e identificação de compradores.
A própria Helping Hand pondera que os dois indicadores vêm de avaliações internas. Eles podem variar conforme o perfil de cada negócio e não representam garantia de prazo nem taxa de conversão ou de fechamento de transações.
A metodologia foi inspirada em modelos internacionais de M&A orientados por dados, como o da japonesa M&A Research Institute, e adaptada ao mercado brasileiro.
Mercado com menos negócios, mas maiores
A iniciativa chega em um momento de retração no número de transações no país. Segundo a KPMG, o Brasil registrou 610 operações de M&A no primeiro semestre de 2026, que movimentaram R$ 195 bilhões.
Na comparação com o mesmo período de 2025, a quantidade de negócios caiu 35%, enquanto o valor movimentado subiu 22,3%, sinal de concentração em transações de maior porte. A Helping Hand, que tem uma rede de mais de 40 escritórios parceiros no Brasil, aposta em ampliar o universo de compradores para aumentar a competição nas operações que assessora.
Fonte original: Comunicado da Helping Hand à imprensa (briefing recebido pela Redação)



