Economia

    Google entra em rodada de € 411 milhões da Proxima Fusion e acelera a corrida pela fusão nuclear na Europa

    A startup alemã Proxima Fusion levantou € 411 milhões (cerca de US$ 470 milhões) em uma rodada que colocou o Google como investidor estratégico e avaliou a empresa em € 2,4 bilhões, acirrando a disputa global para transformar a fusão nuclear em fonte comercial de energia.

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    Redação

    9 de julho de 20262 min de leitura
    Google entra em rodada de € 411 milhões da Proxima Fusion e acelera a corrida pela fusão nuclear na Europa

    A corrida para dominar a fusão nuclear ganhou um reforço de peso. A Proxima Fusion, startup alemã que desenvolve reatores de fusão, anunciou uma rodada de € 411 milhões, o equivalente a cerca de US$ 470 milhões, com a entrada do Google entre os investidores. O aporte, um dos maiores já registrados no setor na Europa, avalia a companhia em torno de € 2,4 bilhões.

    A rodada foi liderada pela XTX Ventures, braço de investimentos da XTX Markets, e contou com a participação da gestora East X Ventures, da empresa de energia RWE e do próprio Google, além de outros investidores. Para a big tech, trata-se do primeiro investimento em uma companhia europeia dedicada à fusão nuclear, movimento alinhado à sua busca por novas fontes de energia para abastecer a crescente demanda de seus data centers na era da inteligência artificial.

    Criada em 2023 como um spin-off do Instituto Max Planck de Física de Plasmas, a Proxima Fusion baseia sua tecnologia nos estudos conduzidos no Wendelstein 7-X, considerado um dos principais experimentos do mundo na área. A empresa aposta na arquitetura conhecida como stellarator, uma das poucas abordagens em disputa para viabilizar a fusão, e pretende colocar em operação um reator demonstrador no início da década de 2030.

    A fusão nuclear é vista como uma espécie de "santo graal" da energia: a mesma reação que alimenta o Sol, capaz de gerar eletricidade em larga escala sem as emissões dos combustíveis fósseis e sem os resíduos de longa duração associados à fissão nuclear tradicional. O desafio, no entanto, é imenso — reproduzir e sustentar essas condições de forma estável e comercialmente viável exige avanços técnicos que ainda estão em desenvolvimento.

    O interesse do Google reforça uma tendência entre as gigantes de tecnologia, que passaram a mirar fontes de energia limpa e abundante para sustentar a expansão de seus centros de dados. A companhia sinalizou interesse em comprar energia da futura usina que a Proxima pretende construir, em um momento em que o consumo elétrico do setor de IA se tornou uma das principais preocupações estratégicas das empresas do Vale do Silício. Com o novo capital, a startup alemã se posiciona como uma das candidatas a liderar a primeira central comercial de fusão nuclear da Europa.

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