Startups

    Firecrawl, de brasileiro, capta US$ 75 milhões em Série B com a Smash Capital e lança biblioteca de conhecimento para agentes de IA

    A startup cofundada por Nicolas Silberstein Camara levantou cerca de R$ 400 milhões um ano após a Série A, já é usada por mais de 1,5 milhão de desenvolvedores e por clientes como Apple, Shopify e Canva, e agora quer montar o maior repositório de conhecimento do mundo para inteligência artificial.

    R

    Redação

    22 de setembro de 20264 min de leitura
    Firecrawl, de brasileiro, capta US$ 75 milhões em Série B com a Smash Capital e lança biblioteca de conhecimento para agentes de IA

    A startup cofundada por Nicolas Silberstein Camara levantou cerca de R$ 400 milhões um ano após a Série A, já é usada por mais de 1,5 milhão de desenvolvedores e por clientes como Apple, Shopify e Canva, e agora quer montar o maior repositório de conhecimento do mundo para inteligência artificial.

    A rodada Série B foi liderada pela Smash Capital, com participação de Altos, Nexus, Y Combinator, Freestyle e Offline Ventures. O cheque chega apenas um ano depois da Série A de R$ 81 milhões, liderada por Nexus e Y Combinator — um intervalo curto que sinaliza a velocidade da disputa por infraestrutura de dados para IA.

    Sediada nos Estados Unidos, a Firecrawl foi fundada há dois anos por Nicolas Silberstein Camara, ao lado de Caleb Peffer e Eric Ciarla, com uma proposta direta: facilitar o acesso de desenvolvedores e agentes às informações disponíveis na internet. A tração veio rápido. Além do 1,5 milhão de desenvolvedores, a empresa atende Shopify, Apple, Lovable e Canva, e integra o Top 100 global de projetos mais populares do GitHub, onde ultrapassou 175 mil estrelas.

    O novo capital financia uma mudança de escopo. Em vez de apenas estruturar dados da web, a companhia quer construir a Alexandria, plataforma que reúne pesquisas científicas, código, documentos públicos e dados em tempo real em uma única infraestrutura acessível a modelos e agentes.

    O diagnóstico por trás do produto é o gargalo que o setor vive hoje. Os modelos ficaram capazes de executar tarefas complexas, mas as informações de que precisam seguem dispersas entre publicações científicas, bases de dados, documentos governamentais e sistemas de organizações distintas.

    "Receber uma nova rodada de investimento apenas um ano após a Série A reforça a confiança dos investidores na infraestrutura que construímos e na capacidade da Firecrawl de atender à crescente demanda por dados para inteligência artificial", afirmou Nicolas Silberstein Camara, CTO e cofundador da companhia. "Agora, estamos dando um passo além com o novo aporte que nos permitirá acelerar nossa expansão e avançar na construção da Alexandria, ampliando o acesso a essas informações essenciais para a IA."

    O que entra no acervo da Alexandria

    A plataforma reúne artigos científicos públicos em medicina, biologia e inteligência artificial, além do conhecimento presente em 70 milhões de bases de código. O acervo inclui ainda dezenas de milhões de documentos governamentais, com materiais de tribunais, da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) e de legislação e regulação federal.

    A camada de tempo real vem de centenas de provedores de dados, cobrindo mercado financeiro, macroeconomia, comércio eletrônico, varejo, restaurantes, delivery, mercado imobiliário, viagens, hotelaria e vagas de emprego, além de informações B2B, redes sociais, newsletters, lojas de aplicativos e modelos de IA. O conteúdo atualizado da internet chega pela infraestrutura da própria Firecrawl.

    O desenho prevê contribuição aberta. Qualquer pessoa, empresa ou agente de IA pode alimentar o acervo — de profissionais com experiência especializada a organizações que mantêm bases setoriais e agentes capazes de reunir novos conteúdos.

    "Existe uma quantidade enorme de conhecimento que ainda não está facilmente acessível aos modelos de IA, seja em pesquisas científicas, bases de empresas ou na experiência de profissionais. Queremos criar uma infraestrutura em que qualquer pessoa, organização ou agente possa contribuir com essas informações e torná-las acessíveis a diferentes modelos", explicou Silberstein. "Quanto mais fontes conseguirmos conectar, maior será a capacidade dos agentes de trabalhar com informações atualizadas e especializadas."

    A neutralidade é parte da tese comercial. Desenvolvida de forma independente dos laboratórios de IA, a Alexandria é compatível com modelos abertos e proprietários e pode ser acessada via API, MCP (Model Context Protocol) ou CLI, o que permite integrá-la a diferentes aplicações e agentes.


    Fonte original: Assessoria Firecrawl — https://www.firecrawl.dev/

    R

    Escrito por

    Redação

    O portal de notícias do ecossistema de startups brasileiro.

    Startupz no seu Google

    Adicione como fonte preferida e veja mais notícias nossas nas Principais notícias.

    Fique por dentro

    Receba as principais notícias do ecossistema de startups brasileiro direto no seu email. Sem spam, apenas conteúdo relevante.

    Leia também