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    Cowmed Baby antecipa 83% dos diagnósticos em teste com 1.555 bezerras em 20 fazendas

    A Cowmed, startup de monitoramento de rebanhos com inteligência artificial, lançou o Cowmed Baby, colar voltado à fase de cria e recria da pecuária leiteira. Nos testes de campo, os alertas tiveram 96% de precisão para diarreia e 90% para pneumonia.

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    Redação

    3 de novembro de 20263 min de leitura
    Cowmed Baby antecipa 83% dos diagnósticos em teste com 1.555 bezerras em 20 fazendas

    A Cowmed, startup de monitoramento de rebanhos com inteligência artificial, lançou o Cowmed Baby, colar voltado à fase de cria e recria da pecuária leiteira. Nos testes de campo, os alertas tiveram 96% de precisão para diarreia e 90% para pneumonia.

    A Cowmed, startup brasileira que usa coleiras com sensores e IA proprietária para monitorar rebanhos leiteiros, lançou o Cowmed Baby. O novo colar de monitoramento biológico foi desenvolvido exclusivamente para a fase de cria e recria, levando a inteligência artificial aos primeiros meses de vida dos animais.

    É nesse período que se concentram os maiores índices de doenças e mortalidade nas propriedades. Segundo levantamento da própria Cowmed, cerca de 70% das bezerras apresentam problemas de saúde no primeiro mês de vida, e mais da metade das perdas de animais jovens acontece nessa fase inicial.

    Colar no lugar do brinco

    A empresa optou por um colar ergonômico e leve, preso ao pescoço, em vez de um brinco na orelha. Segundo a Cowmed, a escolha pode ajudar a evitar riscos de infecção e a atração de moscas em bezerros, que ainda têm o sistema imunológico em formação.

    O sistema analisa continuamente padrões de atividade física, ruminação e mastigação para identificar desvios de comportamento. Diferentemente das vacas adultas, em que o estresse gera hiperatividade, a bezerra saudável tem comportamento lúdico e movimentação constante. Por isso, apatia e redução de movimento funcionam como alertas precoces para pneumonia e diarreia, as duas doenças de maior letalidade na cria.

    Resultados dos testes

    Nos testes de campo, foram monitoradas 1.555 bezerras em 20 fazendas piloto. A tecnologia antecipou o diagnóstico em 83% dos casos de doenças, com 96% de precisão nos alertas de diarreia e 90% nos de pneumonia.

    Para Elias Schuhmann, diretor comercial da Cowmed, a fase de cria é a base do futuro produtivo de uma fazenda de leite e, ao mesmo tempo, a mais vulnerável. Ele explica que uma bezerra que adoece e perde ganho de peso compromete seu desenvolvimento como futura matriz. "O Cowmed Baby entrega diagnósticos preventivos direto no celular do produtor", afirma.

    Do nascimento aos 11 meses

    O colar se integra ao ecossistema de software da Cowmed, que tem módulos dedicados à gestão da cria. Um deles é a Enfermaria Baby, que aponta automaticamente os animais que precisam de mais atenção sanitária no dia.

    A plataforma acompanha o animal desde o nascimento. A fase mais crítica, com maior incidência de doenças, começa a partir dos 30 dias. Aos 90 dias, a tecnologia monitora o desaleitamento, e a bezerra pode continuar usando o Cowmed Baby até os 11 meses de idade. Depois disso, o sistema envia alertas recomendando a troca pelo colar voltado à fase adulta.

    Sobre a empresa

    Fundada em 2010, a Cowmed monitora mais de 100 mil vacas em mais de 1 mil fazendas no Brasil e também atua nos Estados Unidos, no Canadá, no Uruguai, no Paraguai e na Bolívia. Seu aplicativo e a assistente virtual VIC enviam alertas sobre cio, doenças e otimização nutricional. A startup foi a primeira investida do fundo Criatec 3.


    Fonte original: Cowmed (comunicado à imprensa)

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