Fundada por Marcos Adam, executivo com mais de 30 anos em tecnologia, e por seu filho Lucas, de 16 anos, a plataforma cruza os dados da própria empresa com IA para entregar diagnóstico, análise financeira e plano de ação a negócios que não conseguem bancar uma consultoria.
A Cotech chega ao mercado com uma pergunta como ponto de partida: por que o acesso à inteligência empresarial precisa depender do tamanho da companhia?
Grandes empresas contam com executivos especializados, conselhos, times de dados e consultorias contratadas para apoiar decisões estratégicas. Para pequenas e médias, esse arranjo costuma estar fora da realidade financeira e operacional — e o empresário acaba decidindo praticamente sozinho, mesmo tendo cada vez mais dados sobre o próprio negócio.
A plataforma desenvolvida pela startup reúne em um só ambiente análise de dados, diagnóstico empresarial, análise financeira, identificação de oportunidades, definição de prioridades e planos de ação. O site está no ar em cotech.ia.br.
IA sobre os dados da casa, não sobre o mercado
A proposta técnica é deslocar o uso da inteligência artificial. Em vez de consultar a IA sobre tendências genéricas de mercado, o empresário usa os próprios dados da operação para investigar perguntas específicas: o que provocou a queda nas margens, quais clientes reduziram compras, quais regiões apresentam pior desempenho, que fatores explicam determinado resultado.
Na prática, a IA deixa de ser uma ferramenta de busca de informação e passa a funcionar como uma camada de inteligência sobre o negócio, com capacidade de interpretar o contexto de cada empresa.
O objetivo declarado pelos fundadores é o de transformar dados em decisões, decisões em execução e execução em crescimento — reduzindo a distância entre quem pode e quem não pode contratar planejamento e análise.
Duas gerações na mesma mesa
A composição societária é parte da história. Marcos Adam acumula mais de três décadas dedicadas a tecnologia, inovação e transformação digital, com passagens por Grupo Boticário, Rodobens, SPIC Brasil e, atualmente, Fast Shop. Ainda criança, ele visitou o pai no trabalho e teve o primeiro contato com o impacto da tecnologia dentro de uma empresa — episódio que, segundo ele, moldou a carreira que veio depois.
Três décadas mais tarde, está do outro lado da mesa: construindo uma empresa de tecnologia ao lado do próprio filho, Lucas Adam, de 16 anos.
A divisão de responsabilidades acompanha a diferença de repertório entre as duas gerações. Marcos concentra-se em estratégia e mercado. Lucas atua diretamente em produto e tecnologia.
Para os fundadores, essa combinação de experiência empresarial com uma nova geração de empreendedores de tecnologia se tornou parte da própria construção da companhia — e da tentativa de responder a uma questão mais ampla: como usar tecnologia para ampliar o acesso à qualidade de gestão.
Serviço: cotech.ia.br



