A empresa brasileira de inteligência artificial e automação estruturou um modelo de entrega contínua em que cada tipo de trabalho técnico consome uma quantidade diferente de tokens e, em alguns contratos, a remuneração inclui pagamentos ligados a marcos ou metas atingidas.
A Softo, empresa brasileira especializada em inteligência artificial, automação e desenvolvimento de software, estruturou o Outcome Pods, modelo de entrega contínua que usa os chamados "outcome tokens" para precificar projetos de tecnologia. Segundo a companhia, o formato acompanha o avanço dos agentes de IA sobre tarefas que antes ficavam concentradas em equipes de desenvolvimento.
Como funcionam os tokens
No Outcome Pods, as empresas contratam a execução técnica de soluções de IA, automação e software por meio de um sistema de tokens. Cada atividade consome uma quantidade diferente, de acordo com sua complexidade e com o esforço envolvido.
Soluções de automação e agentes autônomos, por exemplo, consomem menos tokens do que o desenvolvimento de soluções de IA. O modelo também admite contratos com remuneração composta, que somam o consumo de tokens a pagamentos vinculados a marcos ou resultados de negócio alcançados.
"Estamos entrando em uma era em que a automação e os agentes de IA começam a executar tarefas de ponta a ponta. Isso exige um modelo de entrega que não esteja mais preso à lógica da hora trabalhada, mas sim ao valor gerado para o negócio", afirma Fabio Seixas, CEO da Softo.
Agentic Now
Dentro do Outcome Pods, a Softo batizou de Agentic Now o conjunto de soluções voltadas à automação de processos, agentes autônomos e workflows agênticos. Essa camada permite implementar automações escaláveis e agentes capazes de executar tarefas de forma autônoma, integrando diferentes sistemas e fluxos de trabalho.
A empresa apresenta a proposta como uma alternativa mais ágil e mensurável ao desenvolvimento tradicional, que, segundo ela, costuma enfrentar atrasos, retrabalho e dificuldade de adaptação a mudanças de escopo.
Para Rafael Ruiz, CTO da Softo, a lógica dos tokens foi desenhada para refletir a complexidade real de cada entrega. "Não se trata de um pacote genérico. Cada tipo de trabalho consome uma quantidade específica de tokens, o que permite alinhar o esforço técnico ao valor entregue", diz. Segundo ele, o formato traz mais previsibilidade ao cliente e mais eficiência ao time de execução.
Modelo já em uso
Fundada em 2013, a Softo soma 12 anos de atuação e cerca de 50 empresas atendidas, entre startups e grandes organizações, e afirma já aplicar o modelo na prática.
A companhia avalia que a discussão sobre como precificar IA e automação deve ganhar força nos próximos anos, à medida que as organizações buscam contratos mais ligados a resultados concretos. "A maior parte das conversas sobre IA ainda está focada em ferramentas ou casos de uso. Pouco se fala sobre como estruturar contratos e precificar esse tipo de entrega", afirma Seixas.
Fonte original: Softo (comunicado à imprensa)



