Fundada em 2025 pelo engenheiro Jardhel Martins Cachola, formado pela Unicamp, a empresa aposta em uma base tecnológica reaproveitável entre projetos de diferentes setores e prepara a ampliação da presença internacional pela Holanda.
A Cachola Tech, empresa brasileira criada em 2025, prepara uma nova etapa de crescimento com planos de ampliar sua presença internacional a partir de Eindhoven, na Holanda, um dos principais polos de tecnologia da Europa. O negócio foi montado com cerca de 100 mil euros de capital próprio do fundador, o engenheiro Jardhel Martins Cachola.
A companhia não se apresenta como dona de um software único. O modelo consiste em receber problemas complexos de empresas e organizações e desenvolver tecnologia própria para resolvê-los, combinando inteligência artificial, dados, automação, engenharia e integração de sistemas.
Uma base, várias aplicações
O ponto central da tese é o reaproveitamento. Os recursos criados para um cliente passam a compor um repertório que pode ser adaptado a novos contextos, o que evita que cada projeto comece do zero.
Um dos resultados dessa abordagem é o Batiste, tecnologia desenvolvida pela empresa para orquestrar diferentes recursos de inteligência artificial e acelerar a construção de novas aplicações.
A Cachola Tech já desenvolveu projetos e protótipos em segurança, saúde, monitoramento de informações, educação, produtividade e automação de processos. Parte deles nasceu de demandas concretas levadas ao fundador.
Jardhel descreve o ambiente como uma "garagem de soluções", de onde saem tecnologias próprias, componentes reutilizáveis e propriedade intelectual.
IA como meio
O empreendedor afirma que o uso de inteligência artificial não é o ponto de partida dos projetos. "A pergunta é: existe um problema real aqui?", diz. A escolha entre IA, dados, engenharia ou automação vem depois do diagnóstico.
A lógica explica também o nome da empresa. "Mais do que vender um software pronto, queremos colocar a nossa cachola para funcionar", afirma.
Quem é o fundador
Formado em Engenharia Elétrica pela Unicamp, Jardhel trabalhou com processamento de sinais e radares, integração de sistemas e bureaus de crédito. Também ocupou posição de liderança global em engenharia de dados e inteligência artificial e participou de projetos de tecnologia no Brasil e na Europa.
A escolha de Eindhoven tem relação com essa trajetória: ele atuou no ecossistema de tecnologia holandês antes de abrir a empresa.
Próximos passos
A expansão internacional deve vir acompanhada da ampliação da equipe e do desenvolvimento de novas soluções e propriedades intelectuais.
A empresa também pretende firmar parcerias e se aproximar de companhias interessadas em aplicar inteligência artificial a problemas concretos de seus negócios. Não foram divulgados dados de faturamento, número de clientes ou prazo para a abertura da operação na Holanda.
Fonte original: Cachola Tech (comunicado à imprensa)



