Startups

    CodeCoast lança o Apollo, junta IA com modelagem 3D para o e-commerce e mira dobrar receita para R$ 5 milhões

    A startup brasileira de visualização 3D e realidade aumentada apresentou uma plataforma que gera imagens e vídeos de produtos com inteligência artificial sem alterar as características reais do item. A meta é sair de cerca de R$ 2 milhões para R$ 5 milhões de faturamento anual em até um ano.

    R

    Redação

    15 de agosto de 20263 min de leitura
    CodeCoast lança o Apollo, junta IA com modelagem 3D para o e-commerce e mira dobrar receita para R$ 5 milhões

    A startup brasileira de visualização 3D e realidade aumentada apresentou uma plataforma que gera imagens e vídeos de produtos com inteligência artificial sem alterar as características reais do item. A meta é sair de cerca de R$ 2 milhões para R$ 5 milhões de faturamento anual em até um ano.

    A CodeCoast lançou o Apollo, plataforma que combina sua tecnologia proprietária de modelagem 3D com inteligência artificial para gerar imagens, vídeos e outros ativos visuais de produtos para o comércio eletrônico.

    O problema que a empresa quer resolver é específico do varejo digital. Modelos generativos já produzem imagens de produtos em segundos, mas frequentemente inventam detalhes. Uma textura trocada, uma alça em posição diferente ou uma cor fora do tom real geram devolução, reclamação e perda de confiança do consumidor. Em e-commerce, a fidelidade da imagem é um custo operacional, não apenas uma questão estética.

    A proposta do Apollo é usar o modelo 3D do produto como referência fixa para a geração por IA. A camada generativa cria cenários, ângulos e composições, enquanto a geometria e as características do item permanecem travadas no ativo tridimensional. O resultado buscado é reduzir tempo e custo de produção sem abrir mão da precisão das informações exibidas na vitrine digital.

    Fundada em 2020, a CodeCoast passou os últimos anos validando a tecnologia de 3D e realidade aumentada com grandes clientes. O lançamento marca a virada de estratégia: em vez de concentrar esforço em contas corporativas, a empresa quer atacar pequenas e médias empresas, público que historicamente ficou de fora desse tipo de produção por causa do custo.

    "Passamos os últimos anos provando, com dados publicados, que 3D e realidade aumentada aumentam a conversão de verdade", afirmou Marcelo Dóro, sócio e cofundador da CodeCoast ao lado de Caio Biel. Segundo ele, o próximo passo é tornar essa produção rápida e barata o suficiente para qualquer varejista, e não apenas para os grandes.

    Os números do plano são modestos em valor absoluto, mas agressivos em ritmo. A companhia projeta ampliar o faturamento anual de cerca de R$ 2 milhões para R$ 5 milhões em até um ano após o lançamento, o que exigiria mais que dobrar a receita em doze meses.

    A expansão internacional entra no mesmo movimento, começando pelos Estados Unidos. A aposta é que o mesmo gargalo de produção de imagem enfrentado pelo varejo brasileiro se repita entre pequenos e médios varejistas americanos, com tíquete médio mais alto.


    Fonte original: Exame

    R

    Escrito por

    Redação

    O portal de notícias do ecossistema de startups brasileiro.

    Fique por dentro

    Receba as principais notícias do ecossistema de startups brasileiro direto no seu email. Sem spam, apenas conteúdo relevante.

    Leia também