A Salvy lançou um MCP (Model Context Protocol) e uma nova API para que gestores de telefonia corporativa consultem consumo e executem ações por meio de inteligência artificial, sempre dentro das permissões definidas por cada empresa.
A Salvy anunciou o lançamento do seu MCP (Model Context Protocol), recurso que permite aos responsáveis pela telefonia corporativa dentro das empresas usar IAs como o Claude e o ChatGPT para consultar informações e executar ações na operação de telecom. Em paralelo, a empresa lançou uma nova API para que clientes construam integrações e automações diretamente com outros sistemas.
O que muda para o gestor
Com o MCP, gestores de linha passam a poder consultar consumo, analisar gastos, bloquear linhas, alterar planos e fazer mudanças em massa. Todas as ações seguem as regras e permissões definidas pela empresa.
Também é possível montar fluxos em que eventos registrados nos sistemas da própria empresa, como a admissão ou o desligamento de um funcionário, disparem automaticamente mudanças na telefonia.
Segundo a Salvy, o movimento desloca parte da gestão, hoje concentrada em plataformas e dashboards, para interfaces conversacionais. Tarefas que exigem acessar uma plataforma, localizar uma função e executar uma ação passam a poder ser feitas a partir de um pedido em linguagem natural.
"Por muito tempo, digitalizar um serviço significou criar uma plataforma para o cliente acessar. A inteligência artificial começa a mudar essa lógica", afirma Artur Negrão, cofundador e CEO da Salvy.
Complexidade cresce com a escala
De acordo com dados analisados pela Salvy, companhias com mais de mil colaboradores realizam 177 vezes mais ações mensais de gestão de telecom do que empresas pequenas. O número de ações por administrador cresce 14 vezes com a escala.
Para a empresa, o potencial da tecnologia vai além de oferecer outro caminho para as mesmas tarefas: com acesso ao contexto e às permissões necessárias, a IA pode identificar situações que pedem uma ação e executá-la conforme regras definidas previamente, sem depender de uma sequência de comandos do gestor.
Primeiros casos de uso
A Beep Saúde, empresa de saúde domiciliar, está explorando automações sobre o MCP da Salvy, com a proposta de implementar uma rotina recorrente para analisar a saúde da telefonia e bloquear linhas ociosas.
Já a Conta Simples, fintech corporativa, elaborou um prompt para criar uma automação que monitora o consumo das linhas de executivos e ajusta a franquia automaticamente quando necessário.
"Se a IA tem contexto, permissão e regras claras para agir, não faz sentido que uma pessoa precise comandar cada etapa do processo", diz Negrão.
Controle e auditoria
O MCP funciona como uma ponte entre as capacidades da Salvy e IAs compatíveis, sem a necessidade de desenvolver uma integração específica para cada caso. A API permite construir essas conexões também com outros sistemas e automações criadas pelas próprias empresas.
O acesso não é irrestrito: as ações continuam sujeitas às permissões definidas por cada cliente e ficam registradas para auditoria. Para Negrão, o papel da operadora precisa evoluir junto com a forma como as empresas trabalham, com a infraestrutura disponível no contexto em que a necessidade surge.
Fonte original: Salvy (comunicado à imprensa)



