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    Blips lança a Finza após originar R$ 750 milhões em crédito e mira carteira de R$ 40 milhões em 2026

    A mineira Blips separou sua operação financeira e criou a Finza, fintech de crédito produtivo que permite a fabricantes de equipamentos financiar diretamente micro e pequenos empreendedores. A nova empresa já emitiu R$ 4 milhões em CCBs e tem parcerias com Rhino, Raízen Machine e Mak CNC.

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    Redação

    23 de setembro de 20263 min de leitura
    Blips lança a Finza após originar R$ 750 milhões em crédito e mira carteira de R$ 40 milhões em 2026

    A mineira Blips separou sua operação financeira e criou a Finza, fintech de crédito produtivo que permite a fabricantes de equipamentos financiar diretamente micro e pequenos empreendedores. A nova empresa já emitiu R$ 4 milhões em CCBs e tem parcerias com Rhino, Raízen Machine e Mak CNC.

    A Blips, empresa de Minas Gerais que vende, financia e aluga equipamentos para micro, pequenos e médios empreendedores, lançou a Finza, fintech voltada ao crédito produtivo. O movimento vem depois de a companhia originar mais de R$ 750 milhões em crédito desde 2019.

    Até aqui, a operação de crédito da Blips estava presa aos equipamentos vendidos pela própria empresa, concentrados em segmentos como alimentação, impressão e estética. Hoje, são cerca de 9 mil equipamentos financiados em operação no país. Com a Finza, esse modelo passa a ser oferecido a outras indústrias, que podem embutir financiamento diretamente em seus canais de venda.

    "A decisão de separar a operação foi estratégica. Percebemos que o modelo poderia atender outras cadeias produtivas além daquelas em que já estávamos atuando", afirma Adolfo Sortica, CEO da Blips. Segundo ele, a estrutura de fintech permite escalar mantendo governança e controle de risco.

    Ativo rastreado como garantia

    O diferencial da Finza está na combinação de três camadas: um motor proprietário de análise de crédito, tecnologia de monitoramento embarcada nos equipamentos financiados e uma plataforma especializada de cobrança. Na prática, os ativos podem ser acompanhados em tempo real, com rastreamento e controle remoto.

    Esse desenho reduz o risco de emprestar para um público que o banco costuma recusar. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que oito em cada dez empresários relatam dificuldade para obter financiamento, com os juros altos como principal barreira. Pesquisa do Simpi com o Datafolha aponta que 60% das pequenas indústrias têm pedidos de crédito negados.

    "A indústria brasileira depende de capital produtivo para crescer, mas o modelo bancário tradicional nem sempre atende esse perfil", diz Ricardo Rocha, cofundador e membro do conselho da Blips.

    Números iniciais e parceiros

    A Finza começou a operar no segundo semestre de 2025. Só nos dois primeiros meses de 2026, emitiu R$ 4 milhões em Cédulas de Crédito Bancário (CCB), volume quatro vezes maior que o do início da operação.

    No mesmo período, fechou parcerias com as fabricantes Rhino, Raízen Machine e Mak CNC, que passaram a oferecer o financiamento da fintech aos próprios clientes na compra de equipamentos.

    A meta é encerrar 2026 com carteira de crédito de R$ 40 milhões e entrar gradualmente em novos segmentos industriais.

    De vendedora a infraestrutura de crédito

    Para a Blips, a separação muda o modelo de negócio. Ao desvincular o crédito da venda direta de equipamentos, a companhia passa a atuar como provedora de infraestrutura financeira para terceiros, com mais potencial de escala e menos dependência de um único portfólio de produtos.

    "O objetivo é transformar a fintech em uma plataforma de crédito produtivo integrada à rotina comercial das indústrias, operando como infraestrutura financeira", afirma Sortica. A expansão, segundo o executivo, vai acompanhar o crescimento da base de parceiros industriais.


    Fonte original: comunicado da Blips/Finza — https://finza.com.br/

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