Empresa fundada por Diego Paraizo liberou gratuitamente, em 30 de setembro, duas plataformas que organizam o trabalho de agentes de inteligência artificial do planejamento aos testes, sem depender de um único fornecedor de modelos.
A Amazing Technologies tornou open source, em 30 de setembro, o Vector e o Amazing Workspace, duas plataformas criadas para coordenar agentes de inteligência artificial na engenharia de software. Com a abertura, empresas e desenvolvedores podem estudar, adaptar e contribuir com as ferramentas, além de criar agentes, integrações e fluxos próprios.
A companhia afirma que, em projetos que conduziu, a abordagem reduziu de seis meses para um mês o prazo estimado de uma entrega, uma aceleração de seis vezes sobre o cronograma original.
O que cada plataforma faz
O Vector atua nas etapas de entendimento, pesquisa e planejamento. A ferramenta organiza informações de negócio e contexto técnico para transformar uma necessidade em um plano estruturado de construção ou evolução de software.
O Amazing Workspace (AW) é a camada de orquestração. Nele, a empresa monta fluxos com diferentes agentes, acompanha a execução e registra as atividades realizadas, incluindo consumo computacional e custos associados aos modelos.
A proposta vai além da geração de código. A Amazing trabalha com o que chama de esteiras agênticas, em que agentes especializados participam de entendimento de demandas, planejamento, arquitetura, desenvolvimento, testes, segurança e sustentação, sob supervisão humana e regras de governança.
Limites para cada agente
Para organizar essa atuação, a empresa usa o conceito de Agent Harnesses: ambientes que reúnem contexto, ferramentas, integrações, políticas e limites necessários para uma função específica.
Com isso, cada organização configura os agentes de acordo com seus sistemas, padrões de arquitetura e regras internas.
"Quando dezenas ou centenas de agentes começam a participar da engenharia, o desafio deixa de ser apenas ter modelos capazes", afirma Diego Paraizo, fundador da Amazing. Para ele, trata-se de uma discussão de arquitetura operacional.
Por que abrir
A arquitetura foi concebida para incorporar diferentes tecnologias, o que responde à rápida evolução dos modelos de IA e evita a dependência de um fornecedor.
Paraizo diz que a empresa não pretende disputar o mercado de ferramentas de código. A tese é usar as melhores tecnologias disponíveis, independentemente de quem as criou, e concentrar esforço na inteligência de orquestração.
A abertura também busca atrair a comunidade para desenvolver novos agentes e integrações sobre as plataformas.
Modelo de negócio e próximos passos
Com o ecossistema aberto, a Amazing pretende gerar receita com serviços: implementação de arquiteturas agênticas, integrações corporativas e desenvolvimento de componentes específicos para cada cliente.
A companhia combina IA agêntica, Spec-Driven Development (SDD) e supervisão humana na criação, integração e evolução de sistemas corporativos. Não foram divulgados dados de faturamento, número de clientes ou a licença adotada nos projetos.
Fonte original: Amazing Technologies (comunicado à imprensa)



