Startups

    AdOpt, de consentimento de cookies, é adquirida por grupo francês após incorporar empresa nos EUA em 2021

    A brasileira AdOpt, especializada em compliance de cookies, cresceu 100% bootstrap, sem rodadas de investimento, até ser comprada por um grupo francês. Hoje a ferramenta é usada em mais de 60 mil sites e está presente em 30 países.

    R

    Redação

    30 de outubro de 20263 min de leitura
    AdOpt, de consentimento de cookies, é adquirida por grupo francês após incorporar empresa nos EUA em 2021

    A brasileira AdOpt, especializada em compliance de cookies, cresceu 100% bootstrap, sem rodadas de investimento, até ser comprada por um grupo francês. Hoje a ferramenta é usada em mais de 60 mil sites e está presente em 30 países.

    A AdOpt nasceu como uma ferramenta de consentimento de cookies. Os fundadores tinham acabado de perder a empresa anterior, um SaaS de big data, na pandemia. Em agosto de 2020, quando ficou claro que a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entraria em vigor sem o adiamento esperado, a landing page da startup saltou de 50 para 5 mil acessos por dia.

    O pico de interesse acelerou o plano de construir uma operação voltada ao mercado global. Ainda no primeiro ano de operação, os sócios decidiram operar a partir de uma empresa nos Estados Unidos.

    Por que os EUA

    A decisão partiu de uma avaliação estratégica. Em um software de compliance, o cliente arrisca uma multa de até 2% do faturamento, e a origem do fornecedor pesa na decisão de compra. Segundo a empresa, a sede americana reduzia a desconfiança em relação a fornecedores latino-americanos e livrava a operação da burocracia brasileira de cartórios, juntas comerciais e cadastros.

    "Em compliance, o cliente precisa ter segurança total no fornecedor que escolhe, e uma estrutura global ajudava a transmitir essa credibilidade desde o primeiro contato", afirma Adonis Batista, CEO da AdOpt.

    Do boleto ao cartão recorrente

    No fim de 2020, a AdOpt somava entre 8 mil e 10 mil usuários no modelo freemium e seus primeiros 100 clientes pagantes, todos via boleto. Em junho de 2021, a startup formalizou a incorporação nos EUA com a Globalfy, plataforma que ajuda estrangeiros a abrir e gerenciar empresas no país.

    Duas semanas depois, a empresa integrou pagamentos recorrentes por cartão via Stripe. No fim do mesmo mês, já tinha 100 clientes recorrentes. Em setembro, eram 400 clientes pagantes e US$ 5 mil de receita recorrente mensal.

    A receita em dólar também trouxe previsibilidade. Na empresa anterior, os fundadores pagavam até US$ 5 mil por mês em infraestrutura de nuvem, cobrados em dólar, enquanto faturavam em reais. Com receita e custos na mesma moeda, a exposição ao câmbio deixou de distorcer as projeções de crescimento.

    "Com receita recorrente em dólar, a empresa pode acessar linhas de crédito baseadas no próprio faturamento, sem garantias tradicionais", afirma Diego Sampaio, CEO da Globalfy.

    Estrutura pensada para a venda

    A organização em um padrão jurídico e contábil reconhecido internacionalmente também pesou quando a AdOpt despertou o interesse de compradores estrangeiros, segundo a empresa, por tornar o negócio mais fácil de ser compreendido e avaliado por investidores de fora do Brasil.

    "Desde o início, queríamos construir uma empresa preparada para receber investidores ou compradores de qualquer lugar do mundo", diz João Bruno Soares, cofundador da AdOpt.

    Para Sampaio, empresas que validam o produto nos Estados Unidos e em mais de um mercado tendem a ter valuation maior. "Dificilmente alguém compra uma startup com toda a base de clientes concentrada em um único país", afirma.


    Fonte original: AdOpt (comunicado à imprensa)

    Investidores citados

    R

    Escrito por

    Redação

    O portal de notícias do ecossistema de startups brasileiro.

    Startupz no seu Google

    Adicione como fonte preferida e veja mais notícias nossas nas Principais notícias.

    Fique por dentro

    Receba as principais notícias do ecossistema de startups brasileiro direto no seu email. Sem spam, apenas conteúdo relevante.

    Leia também